BRASÍLIA (DF) — O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro exige cuidados redobrados e monitoramento intensivo. De acordo com o novo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta sexta-feira (13), Bolsonaro permanece internado na UTI sem qualquer previsão de alta. O ex-mandatário luta contra uma broncopneumonia bacteriana bilateral, quadro considerado grave pela equipe multidisciplinar que o acompanha.
O que ninguém esperava era a detecção de uma alteração na função renal e o aumento súbito de marcadores inflamatórios nos exames mais recentes. Esses indicadores forçaram a equipe médica a ampliar o espectro do tratamento com antibióticos por via intravenosa. Embora o quadro clínico geral seja descrito como estável, a instabilidade dos órgãos internos mantém o alerta máximo na unidade de terapia intensiva.
Entenda o Caso
Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar após apresentar um quadro de febre alta, calafrios e uma queda perigosa na saturação de oxigênio. Os exames de imagem confirmaram a infecção nos dois pulmões, possivelmente originada por uma broncoaspiração — quando alimentos ou secreções entram nas vias respiratórias. O histórico de saúde do ex-presidente, marcado por diversas cirurgias e complicações desde o atentado sofrido em 2018, torna o cenário atual ainda mais sensível à resposta do organismo aos medicamentos.
“A evolução depende da resposta aos antibióticos e da melhora do quadro pulmonar. Por enquanto, a permanência na UTI é indispensável”, aponta o relatório médico.
Monitoramento e Tratamento
Além da medicação pesada, o ex-presidente passa por sessões diárias de fisioterapia respiratória para tentar reverter o comprometimento dos pulmões e melhorar a troca gasosa. A equipe médica não trabalha com datas para transferência para o quarto, enfatizando que a prioridade absoluta no momento é estabilizar a função renal e conter o avanço da infecção bacteriana.
A internação atrai os holofotes da política nacional, com aliados e opositores acompanhando de perto cada atualização oficial. Enquanto isso, o monitoramento clínico constante segue 24 horas por dia, com foco total na resposta imunológica de Bolsonaro às próximas 48 horas de tratamento intensivo.




