MANAUS (AM) — A degradação do meio ambiente no interior do estado ganhou contornos formais de investigação rigorosa. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Inquérito Civil público para apurar a responsabilidade por graves danos ambientais causados pelas operações da Usina Termelétrica de Tabatinga, estrutura gerida pela Âmbar Energia (antiga Amazonas Distribuidora de Energia S/A).
A apuração foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPAM nesta segunda-feira (28). As suspeitas apontam para o vazamento e lançamento descontrolado de substâncias e resíduos oleosos, que se alastraram pelo solo, atingiram a vegetação de várzea e alcançaram o lençol freático diretamente ligado à dinâmica de cheias e vazantes do Rio Solimões.
Segundo a portaria ministerial, a contaminação por óleo atingiu um poço tubular responsável pela captação de água na área. O risco iminente à qualidade dos recursos hídricos consumidos pela comunidade local tornou-se a peça central da investigação. O procedimento, assinado pelo promotor de Justiça substituto José Ricardo Moraes da Silva, baseia-se em relatórios de fiscalização produzidos pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). O órgão ambiental estadual já havia lavrado o Auto de Infração nº 008/2020-GERM e o Relatório Técnico nº 016/2020-GERM, comprovando o derramamento ilegal de óleos lubrificantes no terreno da usina.

📊 Dossiê do Inquérito Civil: Usina de Tabatinga
| Área do Impacto | Diagnóstico da Contaminação e Próximos Passos |
|---|---|
| Recursos Hídricos | Poço tubular de captação de água e ecossistema de várzea do Rio Solimões atingidos. |
| Provas Técnicas | Autos de infração e relatórios de fiscalização lavrados pelo IPAAM desde 2020. |
| Próxima Diligência | Cruzamento de dados com fiscalizações do IBAMA para dimensionar os custos de reparação. |
Além de cobrar explicações e laudos atualizados da Âmbar Energia , o promotor responsável determinou o envio de ofícios ao IBAMA para verificar se o órgão federal também realizou autuações na mesma usina, garantindo a unificação de provas para responsabilizar a concessionária e exigir a recuperação do ecossistema amazônico.
O portal Remador entrou em contato com a empresa de energia , sobre os questionamentos desta investigaço, mas até o momento, nao obteve respostas, o canal segue aberto.
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