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Atropelamento de fotógrafo em Manacapuru foi encomendado por influenciador

Investigação aponta emboscada por trás; mandante está preso e irmão que dirigia o carro continua foragido.
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Publicado: 11/07/2026 14:09 Atualizado: 11/07/2026 14:09
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MANACAPURU (AM) — Uma investigação minuciosa da Polícia Civil do Amazonas (PCAM) transformou um aparente sinistro de trânsito em um escândalo de crime encomendado no interior do estado. O influenciador digital Airton foi preso preventivamente sob a acusação de ser o mandante de uma tentativa de homicídio qualificado. O plano criminoso, no entanto, terminou em um erro de identificação que quase custou a vida do fotógrafo Júnior Barreto, atropelado por trás na Rua E, no bairro da Liberdade.

As imagens de câmeras de segurança, que inicialmente registraram apenas o impacto violento contra o fotógrafo, viraram a peça-chave do inquérito. A análise pericial detalhada e o cruzamento de depoimentos colhidos na delegacia afastaram por completo a hipótese de crime culposo de trânsito, revelando uma emboscada veicular friamente calculada.

O fotógrafo Júnior Barreto pilotava sua motocicleta vermelha quando foi atingido violentamente por um carro que vinha em alta velocidade logo atrás. O condutor acelerou e fugiu do local sem prestar qualquer tipo de socorro. No hospital, a vítima iniciou o tratamento enquanto a equipe de investigação liderada pelo delegado Rodrigo Monfroni passava a rastrear o histórico do veículo envolvido.

A reviravolta no caso se deu quando os policiais descobriram uma desavença antiga entre o influenciador Airton e um terceiro homem. De acordo com a linha de apuração da polícia, o influenciador contratou o próprio irmão para executar o rival. O plano só deu errado porque o executor usou apenas a cor e o modelo da moto para identificar o alvo na rua, confundindo o fotógrafo com o verdadeiro inimigo do irmão.

Ataque pelas costas e o enquadramento de emboscada

A gravidade dos elementos apresentados pelo delegado Rodrigo Monfroni forçou uma mudança dura no enquadramento jurídico do caso. O episódio agora tramita no Poder Judiciário como tentativa de homicídio qualificado, sustentado por duas qualificadoras pesadas que barram a possibilidade de penas brandas.

or ter sido um ataque surpresa, em que a vítima não teve qualquer chance de reação ou fuga, o crime afasta as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e passa a ser julgado integralmente pelo Tribunal do Júri. Mesmo atingindo a pessoa errada, o Código Penal determina que os criminosos respondem pelas intenções que tinham contra o alvo original.

Caçada policial ao executor foragido

Enquanto o influenciador digital segue trancado em uma cela à disposição da Justiça, a defesa técnica dele emitiu nota negando veementemente qualquer ligação com o episódio ou com ordens de pagamento para atentados. A Polícia Civil, por outro lado, concentra esforços nas ruas da Região Metropolitana para localizar o irmão do influenciador, que está com mandado de prisão em aberto e é considerado foragido.

As operações policiais continuam na zona rural e urbana do município para fechar o cerco contra o condutor. A PCAM solicita que qualquer informação que ajude a traçar o paradeiro do foragido seja repassada de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia do município.

Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.