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Comando da PM afasta policiais envolvidos em invasão a terreiro de Tambor de Mina em Manaus

Agentes que apreenderam tambores e objetos sagrados no Centro Religioso Mina Jejê-Nagô saem das ruas após forte pressão social; corporação instaura Inquérito Policial Militar para apurar abuso de autoridade e preconceito.
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MANAUS (AM) — O Comando Geral da  confirmou, nesta terça-feira (30), o afastamento imediato dos policiais militares que invadiram o Centro Religioso Mina Jejê-Nagô Nossa Senhora da Conceição, localizado na zona Norte da capital. Os agentes foram retirados das funções ostensivas nas ruas e transferidos para o serviço administrativo interno. Eu apurei que a decisão foi tomada em caráter de urgência para estancar a crise após a repercussão nacional do caso. A corregedoria instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar crimes de abuso de autoridade e racismo religioso.

A intervenção truculenta cortou o som dos tambores sagrados no meio de uma liturgia tradicional. De acordo com as vítimas, os policiais desconsideraram os apelos dos fiéis e ignoraram os protocolos de respeito aos símbolos sagrados de matriz africana. O que ninguém esperava é que o caso desmoronasse minutos depois dentro do distrito policial, gerando um constrangimento técnico para a corporação.

No último fim de semana, a comunidade do terreiro Mina Jejê-Nagô celebrava os festejos juninos, o aniversário de fundação jurídica da casa e os 13 anos do Encantado — entidade espiritual do Tambor de Mina. Guarnições da PM invadiram o local sob o pretexto de atender a uma denúncia anônima de barulho. O sacerdote Heriberto dos Santos Sena Junior explicou aos policiais que o local não utilizava amplificadores eletrônicos, apenas o canto e os instrumentos acústicos. Mesmo assim, os policiais apreenderam três tambores, dois xequerês, uma cabaça e um sino, transportando os itens de forma desrespeitosa. Na delegacia, o delegado plantonista determinou a devolução imediata dos objetos sagrados, apontando que a PM realizou a apreensão sem qualquer prova ou medição técnica de decibéis.

“A ação reflete um viés de discriminação que frequentemente afeta nossas comunidades tradicionais. Pedimos respeito, avisamos que o ritual não podia parar de forma abrupta, mas fomos ignorados. Ver nossos instrumentos sagrados jogados em uma viatura como se fossem armas ou drogas fere a nossa alma”, desabafou o sacerdote Heriberto dos Santos Sena Junior em depoimento emocionado.

Em nota oficial enviada à nossa redação, a Polícia Militar do Amazonas declarou que “não orienta nem admite que seus integrantes atuem contra qualquer manifestação religiosa realizada dentro dos limites da legislação vigente” e reiterou seu compromisso com a liberdade de crença garantida pela Constituição Federal. O caso agora corre em duas frentes: na esfera administrativa da corporação e na esfera criminal, sob o acompanhamento do 
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Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.