Pular para o conteúdo principal
Portal Remador - Hard News de Manaus e Amazonas

Copa do Mundo redefine a relação entre marcas e torcedores na América Latina

Copa do Mundo redefine a relação entre marcas e torcedores na América Latina O maior torneio da história chega com uma oportunidade estratégica sem precedentes para as marcas: jogos em horário nobre, mais seleções latino-americanas e um público radicalmente mais digital e diverso A Copa do Mundo de 2026 não é apenas a edição mais ambiciosa da história do torneio; para a América Latina, ela representa uma combinação de fatores nunca vista antes: dez seleções da região se classificaram, os jogos serão transmitidos em horário nobre e o público consome futebol de formas que seriam impensáveis há dez anos. Com 48 seleções, 104 jogos e três países-sede, a FIFA projeta que mais de 6 bilhões de pessoas acompanharão o torneio de alguma forma. Para a América Latina, cujas seleções já conquistaram o título mundial 10 vezes, a competição carrega um peso emocional especial. Um público que não assiste mais futebol em silêncio O perfil do torcedor latino-americano mudou profundamente. A faixa etária predominante hoje está entre 22 e 33 anos, com forte presença da Geração Z e dos Millennials. Esse público não apenas consome o esporte: comenta em tempo real, amplifica opiniões nas redes sociais e acompanha cada partida com o celular na mão. Os números deixam isso claro: 41% dos fãs já assistem às partidas por meio de plataformas digitais e 51% usam as redes sociais ao mesmo tempo em que acompanham os jogos pela televisão. Isso transforma cada partida em 90 minutos de conversa e engajamento contínuos — uma oportunidade que as estratégias de comunicação tradicionais, pensadas para um consumidor passivo, simplesmente não estão preparadas para aproveitar. "Em 2026, o torcedor já estará no meio de uma conversa que nunca termina. As marcas que entrarem nessa conversa apenas depois da partida já estarão atrasadas", afirma Livia Gammardella, Head de Marketing e Digital da LatAm Intersect. O empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, neste sábado (13), na estreia da Copa, já mostrou esse cenário na prática. O time africano abriu o placar e Vini Jr empatou ainda no primeiro tempo, com um gol que gerou um grande debate nas redes sociais. O resultado deixou o torcedor brasileiro dividido entre frustração e esperança, alimentando justamente o tipo de conversa contínua que as marcas precisam saber acompanhar. Agora a atenção se volta para a próxima sexta-feira (19), quando o Brasil enfrenta o Haiti na Filadélfia. Três perfis, três conversas diferentes Nem todos os torcedores são iguais, e tratá-los como tal é um dos erros mais frequentes nas estratégias de comunicação para grandes eventos esportivos. A análise feita com base em dados do e-book "Como Entender o Novo Torcedor Latino-Americano Antes do Principal Momento Esportivo de 2026", produzido pela LatAm Intersect, identifica três perfis distintos: O torcedor casual, que entra no clima dos grandes jogos, acompanha os momentos mais importantes e participa das conversas que estão em alta. O torcedor fiel, que acompanha o time independentemente da fase, tem seus rituais pessoais e percebe rapidamente quando uma marca está apenas tentando aproveitar o momento sem ter uma conexão real com o esporte. E o fanático é aquele torcedor roxo para quem o futebol vai muito além do entretenimento. É parte da identidade, da rotina e do senso de pertencimento. Não basta aparecer durante os grandes torneios: a marca precisa demonstrar uma relação genuína com o universo do futebol. Além desses três segmentos, há públicos em rápido crescimento que as campanhas globais frequentemente ignoram: as torcedoras, cujo engajamento digital está em constante crescimento, e os torcedores que chegam ao futebol por meio da cultura pop, memes e música. De fato, segundo a GWI Sports, 62% das mulheres na América Latina afirmam assistir ao futebol regularmente, tornando-as um público cada vez mais importante para a Copa do Mundo de 2026. O torcedor latino-americano de 2026 é mais jovem, mais conectado digitalmente e mais diverso do que em qualquer edição anterior. As plataformas digitais deixaram de ser um suporte para se tornarem o palco principal. E, embora a conversa aconteça em escala global, ela continua sendo local em seu conteúdo. O torneio acontecerá simultaneamente em múltiplos ambientes. O Instagram funciona como uma vitrine visual e um canal de posicionamento de marca. O TikTok é onde as tendências nascem e onde a criatividade nativa costuma superar produções caras. Já o X se consolidou como o espaço das conversas em tempo real, com oportunidades de relevância que surgem e desaparecem em questão de segundos. Ao mesmo tempo, os espaços físicos, bares, festas de torcedores e encontros familiares voltam a ocupar um papel central na experiência da Copa, algo que os calendários das duas últimas edições haviam reduzido significativamente. Não tratar todos esses ambientes da mesma forma Tratar todos esses ambientes como se fossem um único canal é, segundo especialistas, uma das maneiras mais rápidas de uma marca passar despercebida. A Copa do Mundo de 2026 chega com uma estrutura diferente de qualquer edição anterior: mais países, mais jogos, mais telas e um público que não espera o pontapé inicial para começar a conversa. Na América Latina, onde o futebol funciona como uma linguagem comum que transcende gerações, classes sociais e fronteiras, o torneio promete ser um momento de conexão cultural em escala inédita. A análise completa, incluindo dados de público por mercado, mapeamento de plataformas e estratégias para cada perfil de torcedor, está disponível no e-book Soccer, Futebol, and Football: Understanding Latin American Fans and Exploring Local Conversations at the 2026 World Cup, criado pela LatAm Intersect. O material pode ser solicitado AQUI. Sobre a LatAm Intersect A LatAm Intersect é uma agência de relações públicas e comunicação integrada especializada em campanhas corporativas e de consumo, com operações em toda a América Latina. Reconhecida por sua excelência, a agência está entre as cinco melhores da América Latina segundo o SABRE Awards Latin America de 2022, 2024 e 2025. Seus fundadores, Claudia Daré e Roger Darashah, figuram nas listas PRovoke 25 America Innovators Professionals de 2022 e 2024, respectivamente. Claudia é a única brasileira presente na lista. O nome Intersect reflete nosso princípio fundamental: em um mundo cada vez mais impulsionado pelo big data e pela automação, a capacidade de se conectar com as pessoas de forma autêntica, por meio de relacionamentos, testes e debates, é indispensável para empresas que desejam ser relevantes no mercado. www.latamintersectpr.com
Por Redação do Portal Remador
Publicado: 15/06/2026 13:07 Atualizado: 15/06/2026 13:07
Copa do Mundo redefine a relação entre marcas e torcedores na América Latina
Compartilhe!

A Copa do Mundo de 2026 não é apenas a edição mais ambiciosa da história do torneio; para a América Latina, ela representa uma combinação de fatores nunca vista antes: dez seleções da região se classificaram, os jogos serão transmitidos em horário nobre e o público consome futebol de formas que seriam impensáveis há dez anos.

Com 48 seleções, 104 jogos e três países-sede, a FIFA projeta que mais de 6 bilhões de pessoas acompanharão o torneio de alguma forma. Para a América Latina, cujas seleções já conquistaram o título mundial 10 vezes, a competição carrega um peso emocional especial.

Um público que não assiste mais futebol em silêncio

O perfil do torcedor latino-americano mudou profundamente. A faixa etária predominante hoje está entre 22 e 33 anos, com forte presença da Geração Z e dos Millennials. Esse público não apenas consome o esporte: comenta em tempo real, amplifica opiniões nas redes sociais e acompanha cada partida com o celular na mão.

Os números deixam isso claro: 41% dos fãs já assistem às partidas por meio de plataformas digitais e 51% usam as redes sociais ao mesmo tempo em que acompanham os jogos pela televisão. Isso transforma cada partida em 90 minutos de conversa e engajamento contínuos — uma oportunidade que as estratégias de comunicação tradicionais, pensadas para um consumidor passivo, simplesmente não estão preparadas para aproveitar.

“Em 2026, o torcedor já estará no meio de uma conversa que nunca termina. As marcas que entrarem nessa conversa apenas depois da partida já estarão atrasadas”, afirma Livia Gammardella, Head de Marketing e Digital da LatAm Intersect.

O empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, neste sábado (13), na estreia da Copa, já mostrou esse cenário na prática. O time africano abriu o placar e Vini Jr empatou ainda no primeiro tempo, com um gol que gerou um grande debate nas redes sociais. O resultado deixou o torcedor brasileiro dividido entre frustração e esperança, alimentando justamente o tipo de conversa contínua que as marcas precisam saber acompanhar. Agora a atenção se volta para a próxima sexta-feira (19), quando o Brasil enfrenta o Haiti na Filadélfia.

Três perfis, três conversas diferentes

Nem todos os torcedores são iguais, e tratá-los como tal é um dos erros mais frequentes nas estratégias de comunicação para grandes eventos esportivos. A análise feita com base em dados do e-book “Como Entender o Novo Torcedor Latino-Americano Antes do Principal Momento Esportivo de 2026”, produzido pela LatAm Intersect, identifica três perfis distintos:

  • O torcedor casual, que entra no clima dos grandes jogos, acompanha os momentos mais importantes e participa das conversas que estão em alta.
  • O torcedor fiel, que acompanha o time independentemente da fase, tem seus rituais pessoais e percebe rapidamente quando uma marca está apenas tentando aproveitar o momento sem ter uma conexão real com o esporte.
  • E o fanático é aquele torcedor roxo para quem o futebol vai muito além do entretenimento. É parte da identidade, da rotina e do senso de pertencimento. Não basta aparecer durante os grandes torneios: a marca precisa demonstrar uma relação genuína com o universo do futebol.

Além desses três segmentos, há públicos em rápido crescimento que as campanhas globais frequentemente ignoram: as torcedoras, cujo engajamento digital está em constante crescimento, e os torcedores que chegam ao futebol por meio da cultura pop, memes e música. De fato, segundo a GWI Sports, 62% das mulheres na América Latina afirmam assistir ao futebol regularmente, tornando-as um público cada vez mais importante para a Copa do Mundo de 2026.

O torcedor latino-americano de 2026 é mais jovem, mais conectado digitalmente e mais diverso do que em qualquer edição anterior. As plataformas digitais deixaram de ser um suporte para se tornarem o palco principal. E, embora a conversa aconteça em escala global, ela continua sendo local em seu conteúdo.

O torneio acontecerá simultaneamente em múltiplos ambientes. O Instagram funciona como uma vitrine visual e um canal de posicionamento de marca. O TikTok é onde as tendências nascem e onde a criatividade nativa costuma superar produções caras. Já o X se consolidou como o espaço das conversas em tempo real, com oportunidades de relevância que surgem e desaparecem em questão de segundos.

Ao mesmo tempo, os espaços físicos, bares, festas de torcedores e encontros familiares voltam a ocupar um papel central na experiência da Copa, algo que os calendários das duas últimas edições haviam reduzido significativamente.

Não tratar todos esses ambientes da mesma forma

Tratar todos esses ambientes como se fossem um único canal é, segundo especialistas, uma das maneiras mais rápidas de uma marca passar despercebida.

A Copa do Mundo de 2026 chega com uma estrutura diferente de qualquer edição anterior: mais países, mais jogos, mais telas e um público que não espera o pontapé inicial para começar a conversa. Na América Latina, onde o futebol funciona como uma linguagem comum que transcende gerações, classes sociais e fronteiras, o torneio promete ser um momento de conexão cultural em escala inédita.

A análise completa, incluindo dados de público por mercado, mapeamento de plataformas e estratégias para cada perfil de torcedor, está disponível no e-book Soccer, Futebol, and Football: Understanding Latin American Fans and Exploring Local Conversations at the 2026 World Cup, criado pela LatAm Intersect. O material pode ser solicitado AQUI.

Sobre a LatAm Intersect

A LatAm Intersect é uma agência de relações públicas e comunicação integrada especializada em campanhas corporativas e de consumo, com operações em toda a América Latina. Reconhecida por sua excelência, a agência está entre as cinco melhores da América Latina segundo o SABRE Awards Latin America de 2022, 2024 e 2025. Seus fundadores, Claudia Daré e Roger Darashah, figuram nas listas PRovoke 25 America Innovators Professionals de 2022 e 2024, respectivamente. Claudia é a única brasileira presente na lista. O nome Intersect reflete nosso princípio fundamental: em um mundo cada vez mais impulsionado pelo big data e pela automação, a capacidade de se conectar com as pessoas de forma autêntica, por meio de relacionamentos, testes e debates, é indispensável para empresas que desejam ser relevantes no mercado. www.latamintersectpr.com

Foto de Redação do Portal Remador
Redação Remador

Redação do Portal Remador

A Redação do Portal Remador é composta por um time de jornalistas e correspondentes distribuídos estrategicamente pelo Brasil e pelo mundo. Nossa equipe monitora notícias em tempo real, entregando furos de reportagem, artigos analíticos e informações exclusivas. Atuamos com rigor técnico e agilidade para garantir que o leitor receba a notícia quente, verificada e com profundidade.