domingo, 8 de março de 2026
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Lula dispara contra o PT por apoio ao Orçamento Secreto: “Obrigação moral de não ir para a vala comum”

Em aniversário de 46 anos da legenda, presidente critica bancada petista por votar a favor de R$ 60 bilhões em emendas e decreta o fim do 'Lulinha Paz e Amor': "Eleição de 2026 será uma guerra".
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Lula dispara contra o PT por apoio ao Orçamento Secreto: "Obrigação moral de não ir para a vala comum" Portal Remador
Foto: Divulgação
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SALVADOR (BA) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o evento de celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, em Salvador, para disparar duras críticas à própria legenda. O motivo do descontentamento é o apoio de parlamentares petistas à manutenção do Orçamento Secreto, que neste ano reserva quase R$ 60 bilhões para emendas parlamentares sem transparência total.

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Lula classificou o mecanismo como um “sequestro” do orçamento do Executivo e não poupou os correligionários que se alinharam ao Congresso Nacional na votação.

“O orçamento secreto foi um sequestro do orçamento do Executivo. Esse ano são quase R$ 60 bilhões. Se vocês acham que é normal, tudo bem, pra mim não é normal. Acho grave que o PT votou favorável e ninguém reclama aqui”, desabafou o presidente.

OBRIGAÇÃO MORAL

Para Lula, o PT corre o risco de perder sua essência histórica ao aderir às práticas da política tradicional de balcão. “Eu sei que tem companheiros que ficam chateados, mas eu tenho que falar. Vocês têm a obrigação moral de não deixar esse partido ir para a vala comum da política desse país”, reforçou, sob um clima de surpresa entre os presentes.

O FIM DO “PAZ E AMOR”

Projetando o embate eleitoral de outubro, Lula abandonou o discurso de moderação. O presidente foi enfático ao dizer que o grupo precisa estar preparado para um confronto sem precedentes contra a oposição.

“Não tem essa mais de ‘Lulinha paz e amor’. Essa eleição vai ser uma guerra e precisamos estar preparados para ela, para não deixar que a mentira prevaleça nesse país”, destacou. Segundo o presidente, a vitória em 2026 não virá apenas pelas obras realizadas, mas pela capacidade de vencer a disputa de narrativas.

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