MANAUS (AM) — O Terminal de Integração 3 (T3), na zona Norte, virou palco de cenas de horror e fúria popular na tarde desta terça-feira (17). O que deveria ser apenas mais um dia de fluxo intenso de passageiros terminou com Adrielly Souza do Nascimento, de 28 anos, lutando pela vida após ser atingida por três facadas desferidas pelo seu ex-companheiro, Leandro Campos Cabral, de 25 anos. O agressor, que agiu movido por um sentimento de posse, foi impedido de terminar o crime por populares, que aplicaram um “carinho especial” (surra) no suspeito até a chegada da Polícia Militar.
O que ninguém esperava era o tom de deboche e a frieza de Leandro no momento da prisão. Questionado sobre a motivação da barbárie, o agressor não demonstrou arrependimento. “Ela me traiu e ainda meteu minha filha no meio. A traição foi o motivo sim”, afirmou, agindo como se tivesse o direito de tirar a vida da ex-mulher por questões de comportamento ou amizades dela.
Segundo apurações do Portal Remador, Leandro não aceitava o fim do relacionamento e o fato de Adrielly estar reconstruindo sua vida social. Ele teria ido até o local de trabalho da vítima, em um shopping da zona Norte, e a seguido até o terminal. O criminoso justificou o ataque alegando que a ex-companheira teria amizade com mulheres que ele classificou como “safadas” e que estariam incentivando Adrielly a sair e conhecer outras pessoas.
A violência não é novidade no histórico de Leandro. Durante o interrogatório informal, ele confessou que já havia sido enquadrado na Lei Maria da Penha há cerca de um ano, após um episódio na Ponta Negra. “Eu só quebrei o celular dela porque estava bêbado, aí a Guarda Municipal interveio e me enquadraram por desacato e Maria da Penha”, relatou com desdém, minimizando a agressividade anterior.
Estado da Vítima e Procedimentos
Adrielly foi socorrida às pressas e encaminhada a uma unidade hospitalar da capital. O estado de saúde não foi detalhado, mas as facadas atingiram áreas sensíveis do corpo. Já Leandro, após receber o atendimento médico devido às agressões sofridas pela multidão revoltada, foi conduzido à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM).
O caso agora segue para o Judiciário, onde Leandro deve responder por tentativa de feminicídio. A brutalidade no T3 reforça a urgência de medidas mais rígidas contra agressores reincidentes, já que o criminoso estava solto mesmo após episódios anteriores de violência e controle contra a mesma vítima.
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