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1º TURNO: FALTAM 64 DIAS

CFM acusa gestão de Roberto Cidade de calote e garante respaldo jurídico para greve geral de médicos no Amazonas

● O QUE VOCÊ PRECISA SABER CLIQUE PARA EXIBIR Fato: O Conselho Federal de Medicina (CFM) deu apoio jurídico e ético para que os médicos da rede pública do Amazonas paralisem as atividades em protesto contra o calote salarial. Fato: Os salários e repasses dos médicos estão atrasados desde o ano passado, e a equipe […]
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Publicado: 31/07/2026 12:23 Atualizado: 31/07/2026 12:27
CFM acusa gestão de Roberto Cidade de calote e garante respaldo jurídico para greve geral de médicos no Amazonas
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BRASÍLIA (DF) — A crise crônica e degradante na saúde pública do Amazonas ultrapassou as fronteiras do estado e virou escândalo nacional. O Conselho Federal de Medicina (CFM) subiu o tom contra a gestão estadual e deu o sinal verde que a categoria esperava: os médicos da rede pública do Amazonas têm total respaldo jurídico e ético para paralisar as atividades em protesto contra o calote salarial.

A decisão do órgão federal desmonta o discurso oficial do governo. Com salários e repasses atrasados desde o ano passado, os profissionais enfrentavam ameaças e pressões da máquina administrativa. Agora, com a garantia explícita de suporte jurídico da entidade máxima da medicina no país, o caminho para deflagrar um movimento grevista de grandes proporções na saúde pública está aberto e legalmente blindado.

a intervenção do CFM ocorre após o esgotamento de todas as tentativas de negociação com a equipe econômica do Estado. O Amazonas vive uma situação atípica e vexatória no cenário nacional: o acúmulo de atrasos sistemáticos na folha de pagamento de médicos que atuam em hospitais e prontos-socorros da capital e do interior.

Nos bastidores, a tentativa do Palácio de tentar transferir a responsabilidade do caos estrutural para os ombros dos próprios profissionais foi duramente rechaçada pela entidade federal. Enquanto unidades de saúde sofrem com superlotação, falta de insumos e equipos quebrados, a falta de pagamento aos plantonistas aprofundou a escassez de médicos nos plantões, gerando um efeito cascata de desespero para a população que depende exclusivamente do SUS.

A promessa do Conselho Federal de Medicina é atuar com rigor intransigente contra a inadimplência crônica na administração pública amazonense. Com o aval jurídico garantido, a categoria médica avalia os próximos passos, e a paralisação dos serviços essenciais deixa de ser uma hipótese distante para se transformar em uma realidade iminente. O preço do descaso administrativo pode custar caro à estabilidade do governo.

O portal Remador entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Amazonas para falar sobre a fala do presidente do CFM, mas até o fechamento desta reortagem, não obteve respostas.

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Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.