O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, subiu o tom em sua passagem por Brasília nesta segunda-feira (9). Na condição de “brasileiro indignado”, Zema assumiu o protagonismo de uma ação coordenada do partido Novo que mira os dois pilares de sustentação do atual equilíbrio de forças na capital: o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
“Se nós já tivemos dois presidentes da República afastados, já passou da hora do mesmo acontecer com ministros do Supremo. É pelo bem do Brasil”, declarou Zema ao protocolar o pedido de impeachment no Senado. O movimento foi reforçado pelo senador Eduardo Girão, que acusou Alcolumbre de paralisar as instituições ao “engavetar” processos e não instalar a comissão para investigar o escândalo do Banco Master.
A temperatura política subiu ainda mais após Zema responder às críticas ácidas do ministro decano do STF, Gilmar Mendes. Na última sexta-feira, Mendes sugeriu que governadores com dívidas suspensas pelo tribunal deveriam ser “submissos” ou, ao menos, gratos à Corte. Zema reagiu duramente: “Parece que eles acham que, se julgaram alguma coisa, alguém tem ali uma dívida eterna. Temos que mudar essa forma do Judiciário pensar”.




