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1º TURNO: FALTAM 9 DIAS

Polícia Federal mira contratos da Aadesam ligados ao Governo do Amazonas e bloqueia R$ 17 milhões

Investigação aponta desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento irregular em contratos de 2022; alvo já havia sido investigado por suposto uso da máquina pública em 2026.
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Publicado: 24/09/2026 12:19 Atualizado: 24/09/2026 12:19
Polícia Federal mira contratos da Aadesam ligados ao Governo do Amazonas e bloqueia R$ 17 milhões
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MANAUS (AM) — A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Combustão, com o objetivo de cumprir seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral. A ação aprofunda as apurações sobre a suspeita de desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições de 2022 no Amazonas.

De acordo com as investigações conduzidas pela PF, o suposto esquema criminoso operava por meio da circulação de recursos oriundos de contratos firmados pela Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), entidade com forte histórico de parcerias com o Governo do Amazonas. Os valores transitaram entre diversas pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos fatos apurados.

Para assegurar a efetividade das medidas judiciais e garantir o futuro ressarcimento aos cofres públicos, a Justiça Eleitoral decretou o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 17 milhões dos investigados. Na medida de suas responsabilidades, os envolvidos poderão responder por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.

Alvo reincidente e indícios de vazamento

A Aadesam não é estranha aos relatórios da Polícia Federal. No dia 3 de setembro, a entidade já havia sido alvo de outra operação da PF que investiga o suposto uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício de interesses eleitorais para o pleito de 2026. Até o momento, não há informações oficiais que conectem diretamente os dois inquéritos.

Entretanto, relatórios obtidos pelo Portal Remador apontam que, durante a primeira ação, os agentes federal constataram indícios de que a agência teve conhecimento prévio da decisão judicial. Na ocasião, um computador do setor de Recursos Humanos foi apresentado como “corrompido”, e um notebook oculto na antessala da Presidência precisou ser apreendido após funcionários alegarem inexistência de equipamentos no local.

Na época, o Governo do Amazonas declarou que a Aadesam vinha prestando todos os esclarecimentos exigidos e mantinha postura de total colaboração com a Justiça. As investigações da Operação Combustão continuam em sigilo.

Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.