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Polícia Federal indicia 25 militares em investigação sobre tentativa de golpe de Estado em 2022

A Polícia Federal indiciou 25 militares no inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022. Dentre eles, 24 pertencem ao Exército e apenas um à Marinha. Nenhum militar da Aeronáutica foi incluído na lista. Segundo o relatório, 12 dos indiciados estão na ativa. Entre os nomes mais conhecidos estão os ex-ministros […]
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Polícia Federal indica 25 militares em investigação sobre tentativa de golpe de Estado em 2022
Foto:Vinícius Schmidt; Igo Estrela; Hugo Barreto
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A Polícia Federal indiciou 25 militares no inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022. Dentre eles, 24 pertencem ao Exército e apenas um à Marinha. Nenhum militar da Aeronáutica foi incluído na lista. Segundo o relatório, 12 dos indiciados estão na ativa.

Entre os nomes mais conhecidos estão os ex-ministros Augusto Heleno e Walter Braga Netto, ambos generais do Exército na reserva. Também figuram na lista os ex-comandantes das Forças Armadas Almir Garnier Santos (Marinha) e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Exército).

O grupo indiciado inclui oito generais, seis tenentes-coronéis, sete coronéis, um capitão, um subtenente e dois majores. A maior remuneração mensal entre os indiciados é de R$ 37.988,22, recebida por Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general de Exército na reserva.

Os militares foram identificados como parte de diferentes núcleos envolvidos na articulação golpista:

  • Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral
  • Núcleo Responsável por Incitar Militares à Aderirem ao Golpe de Estado
  • Núcleo Jurídico
  • Núcleo Operacional de Apoio às Ações Golpistas
  • Núcleo de Inteligência Paralela
  • Núcleo Operacional para Cumprimento de Medidas Coercitivas

Além dos 25 militares, outras 12 pessoas foram indiciadas por envolvimento no plano golpista. Todos responderão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

A investigação da Polícia Federal, conduzida ao longo de quase dois anos, reuniu provas como quebras de sigilos telemático, telefônico, bancário e fiscal, buscas e apreensões e colaborações premiadas. O material foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.