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MPC aponta gastos de R$ 15 milhões com evento “Glocal” e questiona prioridades do Governo do AM

Ministério Público de Contas ingressa com representação no TCE-AM por suspeita de irregularidades em patrocínio à Fundação Rede Amazônica; valor é considerado desproporcional para três dias de evento.
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MPC aponta gastos de R$ 15 milhões com evento "Glocal" e questiona prioridades do Governo do AM
Foto: Reprodução RA
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O Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) apresentou uma representação apuratória ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) para investigar a legalidade e a economicidade de um patrocínio de R$ 15 milhões destinado ao evento “Glocal Experience Amazônia”. A contratação, realizada por inexigibilidade de licitação, é alvo de questionamentos quanto à “falta de impessoalidade” e ao “elevado custo” em meio à crise financeira do estado.

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Os recursos foram divididos entre duas pastas estratégicas: a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), que empenhou R$ 10 milhões, e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), responsável por outros R$ 5 milhões.

“Prioridades Invertidas”

O ponto central da denúncia, assinada pelo procurador de contas Ruy Marcelo Alencar de Mendonça, reside na desproporção dos gastos. Segundo o documento, o montante é excessivo para um evento de apenas três dias, especialmente em um momento em que o Governo do Amazonas aplica decretos de corte linear de 25% nas despesas devido à queda na arrecadação.

O MPC destaca que a própria SEMA tem alegado falta de verbas para ações vitais, como a preservação de unidades de conservação e o gerenciamento de recursos hídricos em bacias vulneráveis, como as do Tarumã-Açu e Puraquequara.

Suspeita de favorecimento e falta de licitação

A representação também levanta dúvidas sobre a escolha direta da Fundação Rede Amazônica. O MPC argumenta que a lei exige chamamento público para parcerias com o Terceiro Setor, visando garantir a ampla concorrência e a melhor oferta para o erário. A contratação direta por inexigibilidade, segundo o procurador, carece de fundamentação técnica que comprove a inviabilidade de outros proponentes.

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Pedidos ao TCE

O Ministério Público de Contas solicitou ao Presidente do TCE-AM:

  1. A admissão imediata da representação;
  2. Apuração técnica preliminar pela secretaria de controle externo;
  3. Julgamento final das irregularidades com aplicação de medidas cabíveis contra os gestores responsáveis.

Até o fechamento desta matéria, as secretarias envolvidas não haviam se manifestado oficialmente sobre a representação. O espaço segue aberto para o posicionamento das defesas.

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