O cenário político para as eleições de 2026 sofreu uma guinada definitiva nesta segunda-feira (2). O governador Wilson Lima (União Brasil) anunciou oficialmente que permanecerá no comando do Palácio da Compensa até o dia 5 de janeiro de 2027. Com o movimento, Wilson Lima descarta a desincompatibilização (que ocorreria em abril) e, consequentemente, retira seu nome da disputa por uma vaga ao Senado Federal no próximo ano.
O anúncio, realizado na sede do União Brasil em Manaus, foi uma demonstração de força política, reunindo uma “tropa de elite” composta por 38 prefeitos, 20 deputados e dezenas de lideranças do interior.
“Projeto de Estado sobre o Projeto Pessoal”
Em seu pronunciamento, o governador enfatizou que a escolha foi baseada na responsabilidade fiscal e na continuidade de entregas estruturantes. “Ocupar a cadeira de governador não é um projeto pessoal. É um projeto de Estado. A cadeira de governador não é espaço para vaidade ou ego, é responsabilidade”, pontuou Wilson Lima, sinalizando que a gestão de obras em curso na saúde e infraestrutura pesou mais que a ambição eleitoral imediata.
Wilson Lima destacou avanços sensíveis, como a redução drástica no tempo de espera para cirurgias ortopédicas e a ampliação de transplantes de órgãos, além da repactuação de R$ 160 milhões do FTI para 2026, que serão injetados diretamente na saúde dos municípios.
Estabilidade e o Fator Roberto Cidade
A decisão foi recebida como um bálsamo de estabilidade pela base aliada. O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade, reforçou que a permanência de Wilson Lima evita sobressaltos administrativos. “Uma decisão tomada com responsabilidade e que conta com o meu apoio incondicional. Seguimos firmes, trabalhando pela continuidade dos projetos”, afirmou Cidade.
Xadrez Eleitoral e o Senado
Ao permanecer no cargo, Wilson Lima mantém a caneta e o controle da máquina pública durante todo o processo eleitoral de 2026, o que aumenta seu peso como principal “grande eleitor” do estado. Sobre as negociações para as vagas ao Senado e a federação com o Progressistas (PP), o governador foi diplomático: “Estamos conversando com a direção nacional para entender os encaminhamentos, priorizando o trabalho iniciado”.




