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Marcelo Ramos revela pressão do PT e de Eduardo Braga para desistir de candidatura ao Senado

Pré-candidato admite frustração e indignação após direção nacional pedir que concorra a deputado federal; decisão final sai esta semana.
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Publicado: 14/07/2026 17:04 Atualizado: 14/07/2026 17:04
Marcelo Ramos revela pressão do PT e de Eduardo Braga para desistir de candidatura ao Senado
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BRASÍLIA — O cenário eleitoral para o Senado no Amazonas sofreu uma reviravolta significativa nesta semana. Marcelo Ramos, nome de peso do PT na disputa, utilizou suas redes sociais na noite desta segunda-feira (13) para expor os bastidores das negociações com a cúpula nacional do seu partido. O político detalhou ter sido “convidado” a abrir mão de seu projeto majoritário para, segundo a direção nacional, ajudar a garantir a eleição de deputados federais e o retorno da bancada petista à Câmara.

Conforme o relato de Ramos, a movimentação atende a um pedido direto do senador Eduardo Braga, que enxerga na candidatura petista um potencial obstáculo para sua reeleição, temendo o fortalecimento de nomes da oposição ao presidente Lula no estado.

“É uma maldade com o eleitor. Imagine a angústia do eleitor do presidente Lula que vai sair de casa para votar no senador Eduardo Braga e terá que escolher no segundo voto Alberto Neto, Plínio Valério, Wilson Lima ou anular o voto”, questionou Ramos ao rebater a estratégia imposta pela direção nacional.

As Ponderações de Marcelo Ramos

Durante seu pronunciamento, Marcelo Ramos detalhou os quatro pilares que sustentam sua resistência inicial à mudança de rota imposta pela cúpula partidária:

  1. Angústia do Eleitor: Argumentou que, em uma eleição de dois votos para o Senado, retirar uma candidatura progressista deixa o eleitor de Lula sem uma segunda opção alinhada ideologicamente, forçando-o a votar em nomes opostos ou anular o voto.
  2. Viabilidade da Candidatura: Ressaltou que seu nome não era apenas para “marcar posição”, mas uma candidatura competitiva, com intenções de votos crescentes e capaz de ocupar o vazio político à esquerda.
  3. Obrigação Partidária: Pontuou que o PT tem o dever moral e político de oferecer uma alternativa progressista e democrática na eleição de senadores, representando uma postura histórica do partido.
  4. Defesa do Legado: Reforçou a necessidade de uma candidatura na majoritária que defenda o legado do governo Lula e enfrente o Bolsonarismo de forma contundente no Amazonas.

Apesar destes argumentos, Ramos reconheceu que a convicção da direção nacional já estava formada, o que o deixa em uma posição de “profunda frustração e certa indignação”. O pré-candidato deixou claro que a responsabilidade com o projeto nacional de Lula é o norte que guiará sua decisão final, que será tomada após ouvir a militância em Manaus nesta semana.

  1. Desistir do Senado: Aceitar a posição da direção nacional, ciente de que o partido detém a palavra final sobre as candidaturas de 2026.
  2. Candidatura a Federal: Entrar na disputa para a Câmara, apesar do desconforto pessoal e da falta de preparação prévia para esta específica corrida eleitoral.
  3. Retorno à Vida Privada: A alternativa que classificou como “mais cômoda”, que seria não disputar nenhum cargo e retomar sua trajetória profissional fora da política institucional.

Ramos enfatizou que não depende de mandatos ou cargos públicos para sua subsistência, o que lhe dá liberdade para decidir com base no conforto pessoal e familiar. A decisão final deverá ser anunciada após o ciclo de conversas que inicia nesta quarta-feira em Manaus.

VEJA O VÍDEO:

Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.