Novos e graves detalhes surgem sobre a prisão dos policiais civis lotados no 9º DIP, efetuada pela Rocam após um episódio de extorsão e roubo no Porto de Manaus. Em depoimento complementar, as vítimas revelaram que o ataque foi milimetricamente planejado por homens que utilizavam o aparato oficial da instituição coletes balísticos e distintivos para mascarar a ação criminosa. Tharlles Julian Pinheiro de Amorim e seu acompanhante informaram que prestavam serviço para o empresário Deleon Belém Monteiro, locatário da lancha “NR da Silva II”, e transportavam valores em espécie de propriedade do empresário.
Segundo informações apuradas pelo Portal Remador, Tharlles Julian estava em posse de uma pistola .380 (marca Taurus) e de seu RG funcional da PMAM no momento da abordagem. Ambos os itens foram subtraídos pelos acusados, junto com os R$ 30 mil e três aparelhos celulares.
Entenda o Caso: A Rota da Extorsão
A abordagem ocorreu assim que as vítimas desembarcaram. Três homens armados, divididos em um Onix Sedan branco (placa PHR-3H51) e uma caminhonete prata, deram ordem de parada. Tharlles e o outro trabalhador foram algemados, desarmados e forçados a entrar no veículo sedan. Durante o trajeto, sofreram pressão psicológica antes de serem deixados em uma rua deserta nas proximidades do Olímpico Clube.
A Falha no Descarte: O Erro dos Criminosos
Na tentativa de impedir que fossem rastreados ou que as vítimas pedissem socorro imediato, os policiais civis jogaram os três celulares em via pública durante a fuga. No entanto, as vítimas conseguiram localizar os aparelhos rapidamente. Foi através desses telefones que Tharlles Julian conseguiu contato direto com a central da Rocam, passando as características exatas do Onix branco e a placa, o que resultou na interceptação e prisão em flagrante dos acusados.
CONTEÚDO ESTRATÉGICO REMADOR
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