A 5ª Sessão Ordinária do TCE-AM, realizada nesta segunda-feira (9), transformou-se em um palco de denúncias explosivas. O conselheiro Ari Moutinho Junior não poupou adjetivos para descrever o que chamou de “sordidez” na gestão de recursos públicos. O alvo central foi o misterioso “Branquinho”, figura que, segundo os bastidores, circula com trânsito livre e autoridade máxima em diversas pastas do Governo.
Segundo o conselheiro, o apelido circula intensamente em e-mails e mensagens de WhatsApp, funcionando como uma espécie de comando supremo dentro da estrutura governamental. “O branquinho mandou, o branquinho autorizou, as secretárias cumprem ordens do branquinho”, disparou Moutinho, sugerindo que este operador detém um trânsito livre e autoridade máxima em diversas pastas, atropelando a hierarquia oficial.
Moutinho questionou abertamente a origem da fortuna que financia a vida cinematográfica deste operador. Em um tom de profunda indignação, o conselheiro descreveu cenas de luxo absoluto que contrastam com a crise na merenda escolar do estado. “O branquinho estava todo serelepe sambando na segunda-feira gorda de Carnaval na Grande Rio. Quem pagou? Quem pagou a terça-feira de carnaval com a família toda no camarote?”, indagou. As denúncias foram ainda mais longe, citando estadias no luxuoso Copacabana Palace e até viagens a Paris para a realização de cursos de culinária, enquanto a rede pública estadual padece.
Para o conselheiro, Daniel Vorcaro seria apenas um “pintinho” diante do poder de influência do “Branquinho” no Amazonas. A crítica estendeu-se à ostentação pública em prédios históricos, como o casamento realizado no Palácio Rio Negro ao som da cantora Vanessa da Mata. “Os senhores imaginam o Daniel Vorcaro casar no Palácio do Planalto? Seria um absurdo. Pois esta entidade casou no Palácio Rio Negro. O absurdo é no estado do Amazonas”, afirmou.
presidente do TCE-AM, Yara Lins, reforçou que o trabalho técnico do Tribunal foi o que resultou na deflagração da ação na última sexta-feira (6), que já apreendeu veículos de luxo e documentos. Para Moutinho, a caça aos responsáveis não deve parar em nomes externos: “Não importa quem prendeu o rato. Que seja preso o rato BRANQUINHO”.
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