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PF investiga rombo de R$ 390 milhões na Amazonprev e mira relações com Banco Master de Daniel Vorcaro no Governo do Amazonas

Operação Sine Consensu apura gestão temerária e corrupção em investimentos de alto risco feitos em bancos privados; Justiça determinou buscas em Manaus e no Rio de Janeiro.
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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a Operação Sine Consensu (do latim “Sem Consenso”), com o apoio do Ministério da Previdência Social. A ação investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos milionários da Amazonprev, o fundo de previdência dos servidores públicos pertencente ao Governo do Estado do Amazonas. O objetivo é desarticular um esquema que utilizava o fundo de pensão dos servidores estaduais, a Amazonprev, para alimentar investimentos suspeitos em instituições financeiras privadas. Durante a ação, veículos de luxo, documentos e computadores foram apreendidos.

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Os recursos foram aplicados em Letras Financeiras de bancos privados, com destaque para o Banco Master (ligado ao grupo de Daniel Vorcaro), além de C6, Daycoval e BTG, ignorando recomendações técnicas.

A investigação nasceu de uma auditoria federal que detectou cinco operações atípicas. O esquema funcionava através do fracionamento de aplicações para burlar limites administrativos. Em setembro de 2024, por exemplo, foram injetados R$ 250 milhões apenas no Banco C6 em duas operações no mesmo dia, sem aprovação formal. A PF aponta que corretoras como Terra e Mirae Asset eram usadas repetidamente sem critérios objetivos de segurança ou custo.

A investigação teve origem em uma auditoria do Ministério da Previdência, que identificou operações consideradas suspeitas envolvendo investimentos em instituições financeiras privadas. Segundo a PF, entre junho e setembro de 2024, a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em Letras Financeiras, mesmo diante de alertas técnicos contrários.

Os Investimentos Sob Suspeita:

  • Junho/2024: R$ 50 milhões no Banco Master.
  • Agosto/2024: R$ 50 milhões no Banco Daycoval.
  • Setembro/2024: R$ 40,7 milhões no Banco BTG Pactual.
  • Setembro/2024: Duas operações de R$ 125 milhões cada no Banco C6 Consignado (Totalizando R$ 250 milhões em um único mês).

Entre os investigados estão o ex-gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos, Claudinei Soares; o diretor de Administração e Finanças da Amazonprev, Cláudio Marins de Melo; e o ex-diretor de Previdência André Luis Bentes de Souza. Também é investigado o empresário Sávio Loyola e Silva, proprietário da empresa Alfa A Consultoria e Gestão de Frota Ltda, sediada em Niterói (RJ).

Além do afastamento por 90 dias, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro. A investigação teve origem em uma auditoria do Ministério da Previdência, que identificou operações consideradas suspeitas envolvendo investimentos em instituições financeiras privadas.

Segundo a Polícia Federal, entre junho e setembro de 2024, a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em Letras Financeiras de bancos privados, mesmo diante de recomendações contrárias do Comitê de Investimentos da instituição.

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As apurações apontam fragilidades no processo decisório, falhas de governança, descumprimento de normas de gestão previdenciária e possível prática de crimes como gestão temerária e corrupção ativa e passiva. De acordo com a investigação, Claudinei Soares teria sido o principal responsável pela ordenação e execução das aplicações.

Ele teria determinado investimentos de grande valor sem deliberação prévia do colegiado e realizado fracionamento de operações para contornar limites administrativos. Já Cláudio Marins de Melo teria participado das operações ao autorizar e posteriormente ratificar as aplicações, mesmo diante de irregularidades procedimentais e ausência de aprovação formal nas instâncias colegiadas.

De acordo com a PF, Claudinei Soares teria sido o principal articulador das execuções, realizando o fracionamento das operações para burlar as alçadas de decisão colegiada. Cláudio Marins e André Luis Bentes são investigados por autorizar e ratificar as aplicações, mesmo com instituições que nem sequer estavam devidamente credenciadas junto ao Ministério da Previdência.

Durante a operação, policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão, além do afastamento de servidores públicos de suas funções.

Os envolvidos são investigados pelos crimes de gestão temerária e corrupção. As investigações continuam para esclarecer a destinação dos recursos e eventuais responsabilidades.

O portal Remador entrou em contato tanto com a assessoria do governo do Amazonas, como da Amazon prev, mas até o momento não obtivemos respostas, o canal segue aberto para novas atualizações.

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