MANAUS (AM) – O jogo virou para o alto escalão da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). O Major Galeno Edmilson de Souza Jales, que até então detinha as chaves e o comando do Núcleo Prisional da PM, recebeu voz de prisão preventiva em sua residência nesta sexta-feira (28). A ordem judicial, assinada pelo magistrado Luis Alberto Nascimento Albuquerque, marca o ápice da crise iniciada após a fuga de 17 policiais militares da unidade localizada na Zona Norte.
A prisão foi efetuada pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da corporação, cumprindo determinação direta do Comando Geral. Galeno, o homem que gerenciava quem entrava e saia da cadeia militar, agora sentiu o “peso da caneta” do Ministério Público e do Judiciário, passando de fiscal da lei a custodiado.
Intervenção e Mandado de Prisão
O mandado de prisão preventiva (Nº 0052513-56.2026.8.04.1000.01.0005-08) foi expedido pela Central de Plantão Criminal do TJAM. A tipificação penal baseia-se no Artigo 178 da Lei 1001 (Código Penal Militar), que trata da omissão de eficiência operacional ou negligência no serviço.
Diante do colapso administrativo na unidade, o Comando de Policiamento Especializado (CPE) assumiu oficialmente a guarda e a gestão do Núcleo Prisional. A medida visa estancar a crise de autoridade e garantir que as investigações sobre a facilitação da fuga em massa ocorram sem interferências.
Compromisso com o Rigor
Em nota oficial, a PMAM reafirmou que não tolerará desvios de conduta, independentemente da patente.
“A PMAM reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o rigor na apuração de quaisquer situações que envolvam a atividade policial militar”.
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