MANAUS (AM) — Em um movimento que demonstra a rápida reorganização de forças no arco aliado do governo, o vereador de Manaus Rodrigo Sá anunciou, nesta segunda-feira (06/04), que não irá mais disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão ocorre menos de uma semana após o parlamentar ter sido lançado como o nome da Federação União Progressista para o cargo, em um evento que contou com a presença de lideranças estaduais na última quinta-feira (2).
Segundo informações apuradas pelo Portal Remador, o recuo de Rodrigo Sá foi um gesto direto de respeito à hierarquia política, após o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) confirmar publicamente sua pré-candidatura ao Senado nesta manhã. Sá destacou que a decisão foi tomada em total sintonia com o grupo e visa fortalecer a unidade da federação.
A Peça que se Moveu no Tabuleiro
Na última quinta-feira, Rodrigo Sá havia celebrado o convite da federação como fruto de “muito diálogo e confiança do governador Wilson Lima”. No entanto, a renúncia de Wilson ao Governo do Estado e sua subsequente entrada na corrida pelo Senado alteraram o peso das candidaturas majoritárias. Para evitar um “fogo amigo” ou divisão de votos dentro do mesmo espectro político, Sá optou por retirar seu nome da disputa.
“A candidatura do ex-governador Wilson Lima é um caminho natural e tem o nosso total apoio. Tomei essa decisão com serenidade, respeitando a liderança do grupo e o projeto eleitoral que estamos construindo para o Amazonas”, afirmou Rodrigo Sá.
Novos Rumos para 2026
Apesar de deixar a corrida pela Câmara Alta, o vereador garantiu que não ficará fora das articulações para o pleito de 2026. Com uma trajetória profissional elogiada e uma base eleitoral consolidada na capital, Sá deve definir nos próximos meses se buscará uma vaga como deputado estadual ou federal.
A movimentação consolida Wilson Lima como a figura central da União Progressista para as vagas de senador, permitindo que a federação concentre esforços e recursos em uma única chapa majoritária de alto impacto. Nos bastidores, a atitude de Rodrigo Sá foi vista como um gesto de “maturidade política”, garantindo a ele uma posição de destaque nas futuras composições de chapa proporcional do grupo governista.




