Em nota de esclarecimento emitida nesta segunda-feira (9), a Prefeitura de Manaus rebateu informações que classificou como “distorcidas e falaciosas” sobre a suposta exposição de recursos municipais ao conglomerado Master. Segundo o comunicado, a relação da administração municipal com a instituição financeira restringia-se exclusivamente à oferta de linhas de crédito consignado para servidores, aposentados e pensionistas, sem qualquer caráter de exclusividade ou investimento direto da máquina pública.
O Executivo Municipal detalhou que um dos termos expirou ainda em 2023 e o segundo foi interrompido abruptamente em fevereiro deste ano. O descredenciamento foi uma medida preventiva adotada com base no interesse dos segurados, visando afastar a folha de pagamento de instituições sob qualquer tipo de instabilidade ou liquidação extrajudicial.
A movimentação da Prefeitura ocorre em um momento de alta sensibilidade para o mercado financeiro e político do Amazonas, especialmente após as investigações que citam operações envolvendo o Banco Master em outros âmbitos estaduais. Ao antecipar o descredenciamento e emitir uma nota técnica incisiva, a gestão de David Almeida busca blindar a imagem da prefeitura de qualquer “contágio” reputacional vindo de crises externas, assegurando que o erário e a previdência municipal permanecem intocados pelo cenário de incerteza.
VEJA A NOTA COMPLETA
A Prefeitura de Manaus informa que são falsas as notícias sobre a aplicação de recursos seus, de seus servidores ou de contribuintes em instituições do conglomerado Master.
Houve apenas dois convênios para oferta de empréstimos consignados para servidores, aposentados e pensionistas do município que manifestassem interesse, sem caráter de exclusividade, com taxas de juros, prazos e condições negociadas individualmente por eles. Ambos foram encerrados e não renovados pelo município.
Um dos termos expirou em 2023 e o segundo foi encerrado com o descredenciamento definitivo do Banco Master S.A. em 6 de fevereiro último, bem antes do término de seu prazo de vigência.
A decisão foi adotada com base no poder de autotutela da administração pública e no interesse dos segurados, diante da liquidação extrajudicial do Banco Master. O descredenciamento visa proteger os beneficiários e garantir que as operações de crédito em folha de pagamento sejam realizadas apenas com instituições com plena higidez e conformidade.
Não há qualquer ônus ou responsabilidade solidária da autarquia ou do município sobre eventuais dívidas contraídas individualmente no âmbito desses instrumentos. Logo, também não há que se falar em prejuízo ao erário de Manaus, aos interesses de sua população ou a direitos dos servidores da prefeitura.
A divulgação de informações distorcidas e falaciosas visa apenas disseminar intranquilidade na população e nos servidores, o que esta administração repudia com veemência.




