RIO DE JANEIRO (RJ) — O mundo do samba amanheceu em profundo silêncio e luto. Uma das vozes e mentes mais brilhantes da história do Carnaval brasileiro, o sambista Osvaldo Alves Pereira, amplamente conhecido como Noca da Portela, morreu neste domingo (17). Aos 93 anos, o baluarte estava internado em uma unidade de saúde desde o dia 30 de abril, lutando bravamente contra um quadro agudo de infecção pulmonar.
O que ninguém esperava era a evolução rápida da doença. Conforme apurado e confirmado junto a fontes médicas, o quadro clínico do artista se agravou devido a uma sepse pulmonar — uma forte resposta inflamatória do próprio organismo que acaba afetando o funcionamento de múltiplos sistemas vitais. Detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda são mantidos em reserva pela família.
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A história de Noca confunde-se com a própria trajetória de glórias da Portela, escola de samba onde desembarcou na década de 1960. No início de sua caminhada na agremiação de Madureira, o compositor uniu forças com Picolino e Colombo para integrar o lendário Trio ABC, que marcou época. Com o tempo, ele se transformou em uma máquina de assinar hinos inesquecíveis, tornando-se um dos maiores vencedores de disputas de samba-enredo da história da escola, acumulando sete vitórias marcantes na passarela do samba.
“Neste momento de dor, a Portela se solidariza com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba”, manifestou oficialmente a diretoria da azul e branco nas redes sociais.
CONTEÚDO ESTRATÉGICO REMADOR
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