MANAUS | A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) confirmou, na manhã desta segunda-feira (23), que a advogada e ex-diretora do Detran-AM, Mônica Melo, será indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pelo atropelamento que vitimou Ângela Bulbol, de 64 anos. A decisão foi anunciada pelo delegado Thenistocles de Alencar, titular da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT).
De acordo com o delegado, o inquérito chegou à especializada nesta manhã e a análise preliminar dos fatos já sustenta o indiciamento da condutora. “Acabei de receber a ocorrência e estou analisando as informações, mas, de priori, o que posso afirmar é que a responsável pelo acidente será indiciada”, declarou Alencar.
Circunstâncias do acidente
A tragédia ocorreu na tarde da última sexta-feira (20), nas dependências internas do condomínio de luxo Ephigênio Salles, na zona Centro-Sul de Manaus. Ângela Bulbol realizava uma caminhada pela via do residencial quando foi atingida por um veículo Mercedes-Benz prata, de placa RGN-5C85, conduzido por Mônica Melo.
Com a força do impacto, a vítima sofreu uma queda grave e bateu a cabeça, resultando em uma parada cardíaca ainda no local, conforme relatos de socorristas do Samu. Ângela foi encaminhada inicialmente ao Pronto-Socorro Dr. João Lúcio e depois transferida para o Hospital Check Up, mas não resistiu às complicações de um traumatismo cranioencefálico, vindo a falecer no início da noite de domingo (21).
Próximos passos da investigação
Mônica Melo ainda não prestou depoimento oficial à DEAT. Segundo as autoridades, a oitiva deve ocorrer nos próximos dias, assim que for constatado que a advogada possui condições emocionais para comparecer à delegacia — visto que, logo após o acidente, ela precisou de atendimento médico no Hospital Santa Júlia devido ao forte abalo sofrido.
A Polícia Civil agora aguarda a conclusão dos laudos de necropsia e da perícia técnica realizada no condomínio para detalhar a dinâmica exata do atropelamento e formalizar o inquérito que será enviado à Justiça.
O Portal Remador entrou em contato com a defesa da advogada Mônica Melo para solicitar um posicionamento oficial, no entanto até o fechamento desta edição, não houve retorno formal por parte dos advogados de Mônica Melo. Reiteramos que o espaço permanece aberto para que a defesa apresente sua versão




