MANAUS (AM) — A trajetória de resistência e cultura de Marciele Albuquerque da Silva ganhou um novo e oficial capítulo nesta quarta-feira (25). A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, por unanimidade, a concessão do título de Cidadã Amazonense à líder indígena Munduruku. A homenagem ocorre em um momento de pico de popularidade da ativista, que acaba de encerrar sua participação no Big Brother Brasil 26.
O projeto, de autoria do deputado Wilker Barreto, fundamenta-se na simbiose entre a vida de Marciele e o estado que a acolheu há quase uma década. O que muitos não esperavam era que a aprovação ocorresse com tamanha celeridade, consolidando o vínculo jurídico de quem já era amazonense de coração e de luta.
Entenda o Caso
Marciele Albuquerque saiu das fronteiras de Juruti, no Pará, para se tornar um dos maiores símbolos do folclore amazonense. Desde 2017 em Manaus, ela ascendeu ao posto de cunhã-poranga do Boi Caprichoso, defendendo as cores azul e branco no Festival de Parintins. No reality show nacional, ela levou as pautas dos povos originários e a preservação da floresta para o horário nobre, tornando-se uma voz influente no empreendedorismo indígena.
“Marciele não representa apenas a estética do festival; ela é uma liderança real que usa sua voz para defender a Amazônia em espaços de decisão”, afirmou o autor da proposta durante a votação.
Reconhecimento e Identidade Regional
A concessão do título formaliza a trajetória cultural de Marciele, que se divide entre a arena do Bumbódromo e a atuação em fóruns ambientais. A homenagem é vista como um movimento estratégico para valorizar figuras que promovem o Amazonas positivamente no cenário internacional.




