BRASÍLIA (DF) — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27/03), após duas semanas de internação no Hospital DF Star. Diagnosticado com pneumonia bacteriana provocada por um quadro de broncoaspiração, Bolsonaro estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 13 de março. Segundo o último boletim médico divulgado na quinta-feira (26), o quadro de infecção aguda foi revertido, apresentando evolução clínica favorável para a continuidade da recuperação fora do ambiente hospitalar.
O que ninguém esperava era que o destino do ex-chefe do Executivo não seria o complexo penitenciário da Papudinha, onde cumpria pena em regime fechado, mas sim sua residência. Na última terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da defesa e concedeu a conversão para prisão domiciliar pelo período de 90 dias, fundamentando a decisão no estado de saúde debilitado do ex-presidente.
Entenda o Caso: A Internação na Papudinha
Bolsonaro foi levado às pressas para o hospital após apresentar febre alta, calafrios e queda na saturação de oxigênio enquanto estava na cela. Segundo informações apuradas pelo Portal Remador, o quadro foi desencadeado por crises de refluxo e soluços persistentes, sintomas que o acompanham desde meados de 2025. O ex-presidente estava em regime fechado desde 22 de novembro de 2025, após um incidente envolvendo a tentativa de rompimento de sua tornozeleira eletrônica anterior.
“O paciente já se encontra sem sinais de infecção aguda e com boa evolução, não havendo mais necessidade de suporte clínico invasivo”, destacou o corpo médico em relatório enviado ao STF.
Regras da Prisão Domiciliar
A saída do hospital não significa liberdade plena. Mesmo em casa, Bolsonaro seguirá submetido a um rigoroso conjunto de regras de monitoramento impostas pelo STF. O uso da tornozeleira eletrônica é obrigatório, e o ex-presidente terá restrições de contato com outros investigados e limitações de horários e deslocamentos.
A decisão de Moraes contou com a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concordou com a necessidade de um ambiente adequado para o tratamento de saúde de longo prazo. Ao final dos 90 dias, o Supremo Tribunal Federal deverá realizar uma nova perícia médica para decidir se Bolsonaro retorna ao sistema prisional ou se permanece em regime domiciliar.




