MANAUS (AM) — Em um movimento histórico para a saúde pública e a inclusão social na capital amazonense, o prefeito David Almeida assinou, nesta segunda-feira (30/03), o projeto de lei que cria a Fundação Municipal do Transtorno do Espectro Autista (FMTEA). O ato, realizado no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), oficializa o envio da proposta à cmm/" class="rem-auto-link" style="color: inherit; border-bottom: 1px solid #002D67; text-decoration: none;">Câmara Municipal de Manaus (CMM). A iniciativa visa institucionalizar o atendimento especializado, garantindo orçamento dedicado e uma estrutura de governança própria para acolher pessoas com autismo e suas famílias.
O que ninguém esperava era a magnitude da expansão planejada. Segundo informações apuradas pelo Portal Remador, a nova fundação permitirá que Manaus saia de um patamar de 3 mil atendimentos para até 10 mil atendimentos mensais. O projeto transforma o atual modelo do Espaço Amigo Ruy (Eamaar) em uma política pública permanente, elevando Manaus ao posto de referência em atendimento ao TEA em toda a região Norte.
Entenda o Caso: De 300 para 10 mil
Quando a atual gestão assumiu, o serviço de atendimento ao autista existia de forma limitada, alcançando apenas 300 usuários. Com a estruturação do Eamaar, esse número cresceu dez vezes ao longo dos últimos anos. Agora, com a criação da Fundação, a prefeitura busca dar escala ao serviço para atender à demanda crescente revelada pelo Censo 2022.
“Estamos encaminhando à Câmara para que a prefeitura possa oferecer o melhor atendimento possível, tanto às pessoas com TEA quanto aos seus familiares. É uma mudança de patamar institucional”, afirmou o prefeito David Almeida.
BÔNUS MAIS SOBRE ESTE ASSUNTO
Estrutura Terapêutica de Ponta
A FMTEA não será apenas um órgão administrativo, mas um complexo de saúde e desenvolvimento humano. A estrutura prevista inclui ambientes de alta tecnologia terapêutica, como salas multissensoriais e parques sensoriais projetados especificamente para o desenvolvimento cognitivo e motor. Além disso, a fundação contará com uma equipe multidisciplinar completa, incluindo neuropediatras e terapeutas ocupacionais, áreas que historicamente possuem alta demanda e filas de espera.
Para o diretor do Eamaar, Alexandre Gald, a fundação corrige uma invisibilidade de décadas. “O serviço existia há 16 anos sem o devido suporte. Agora, com a fundação, garantimos continuidade e dignidade para as famílias”, destacou. Com o início do trâmite legislativo na CMM, a expectativa é que o projeto seja votado em regime de urgência para que a implantação definitiva ocorra ainda neste semestre, consolidando uma rede de proteção que une saúde, educação e assistência social.




