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Caixa poderá atender presencialmente vítimas de fraude no INSS, afirma Alckmin

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou neste domingo (11) que a Caixa Econômica Federal estuda oferecer atendimento presencial para aposentados e pensionistas vítimas da grande fraude envolvendo descontos associativos irregulares em benefícios do INSS. A medida visa amparar principalmente os segurados que enfrentam dificuldades com o uso de tecnologia, como o aplicativo Meu […]
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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou neste domingo (11) que a Caixa Econômica Federal estuda oferecer atendimento presencial para aposentados e pensionistas vítimas da grande fraude envolvendo descontos associativos irregulares em benefícios do INSS.

A medida visa amparar principalmente os segurados que enfrentam dificuldades com o uso de tecnologia, como o aplicativo Meu INSS — canal oficial para a verificação dos descontos.

“Tem pessoas que têm dificuldade ou não têm internet, então a Caixa está estudando a maneira. Tem uma rede bem distribuída no país e pode ajudar quem precisar do atendimento presencial”, declarou Alckmin durante visita à feira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em São Paulo.

A estimativa do governo é que ao menos 9 milhões de aposentados e pensionistas possam ter sido lesados. A partir de terça-feira (13), o INSS começará a notificar os beneficiários por meio do Meu INSS, alertando sobre possíveis descontos não autorizados por entidades associativas suspeitas. Os segurados deverão informar, via aplicativo ou pelo telefone 135, se reconhecem ou não os débitos.

Caso neguem a autorização, as entidades serão obrigadas a apresentar provas de vínculo com o beneficiário. Se não conseguirem comprovar a legalidade dos descontos, terão que devolver os valores. Em última instância, o governo federal fará o ressarcimento às vítimas e buscará recuperar os recursos judicialmente.

Até o momento, 12 entidades e seus dirigentes já tiveram R$ 2,5 bilhões em bens bloqueados. Além disso, outras seis pessoas e oito empresas, entre consultorias e escritórios de advocacia, estão sendo investigadas por supostamente pagarem propina a servidores do INSS para viabilizar os descontos indevidos.

A expectativa é que a fraude possa ter gerado um prejuízo total de até R$ 6 bilhões, conforme as investigações em curso.

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