MANAUS (AM) – Na manhã desta terça-feira (10/2), apenas 24 horas após a retomada oficial dos trabalhos, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) teve sua sessão ordinária encerrada às pressas por falta de quórum. Dos 41 vereadores eleitos, apenas sete deram as caras até o fim, um número vergonhoso que sequer atingiu o mínimo de 14 parlamentares necessários para manter a votação.
O regimento interno da CMM exige a presença de pelo menos um terço dos membros (14 vereadores) para que as deliberações ocorram. No entanto, o segundo dia de trabalho após o recesso mostrou que a mente de muitos parlamentares já está nas urnas. O esvaziamento do plenário é um sintoma recorrente em anos eleitorais, onde os vereadores priorizam agendas de base e reuniões partidárias em detrimento das sessões no bairro Santo Antônio.
“É importante que isso conste em ata para que não se repita. É ano de eleição e, se não tomarmos providências, o plenário vai continuar esvaziando”, disparou o vereador Gilmar Nascimento, visivelmente indignado com as cadeiras vazias.
O que ninguém esperava era que o descaso viesse tão cedo, logo na primeira semana de atividades. O secretário-geral, Professor Samuel, que teve de encerrar a sessão prematuramente, apelou para a “consciência” dos colegas, lembrando que “a cidade precisa de cada um”. Enquanto os problemas de Manaus se acumulam, o painel eletrônico da Casa do Povo registra a ausência de quem deveria estar propondo soluções.
A pergunta que fica nos corredores da CMM e nas paradas de ônibus da capital é: se agora, em fevereiro, o quórum já sumiu, como será o trabalho legislativo quando a campanha começar oficialmente? O Portal Remador seguirá de olho no painel para mostrar quem trabalha e quem apenas “bate o ponto” para fugir logo em seguida.




