MANAUS (AM) — A economia do estado dá um passo decisivo rumo à industrialização do interior com a união entre campo e fábrica. A Suframa realizou, nesta quarta-feira (25), uma inspeção técnica na empresa Sabores Vegetais do Brasil para chancelar um audacioso plano de expansão: a criação de uma agroindústria no município de Rio Preto da Eva. O projeto visa transformar o guaraná amazônico em extrato de alto valor agregado dentro da mesma cadeia produtiva.
Sob o comando do superintendente Bosco Saraiva, a comitiva percorreu a planta de 8 mil m² na zona Sul de Manaus. O que ninguém esperava era o potencial de produtividade revelado pelo gerente Vagner Pacchioni: a fábrica opera hoje com apenas 15 funcionários, mas entrega toneladas de concentrados que abastecem, majoritariamente, o exigente mercado de São Paulo.
Há duas décadas operando no Amazonas, a Sabores Vegetais do Brasil foca na extração de essências para refrigerantes de guaraná, cola e energéticos. Agora, com o suporte da Embrapa, a empresa quer sair da dependência de fornecedores externos. A proposta de verticalização em Rio Preto da Eva utilizará uma área de mil hectares no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS). O objetivo é plantar, colher e processar o guaraná e o açaí em um ciclo fechado, gerando novos empregos e fixando o homem no campo.
“Este é o modelo ideal para a nossa região: unir a força agrícola ao processamento industrial. É a verticalização que fortalece o Distrito Agropecuário”, destacou Bosco Saraiva durante a agenda.
Tecnologia e Controle de Qualidade
Durante a visita, os superintendentes-adjuntos Frederico Aguiar e Leopoldo Montenegro observaram o rigoroso setor de controle de qualidade. Por se tratar de uma indústria alimentícia, o uso de insumos regionais exige tecnologia de ponta para garantir o padrão exportação dos concentrados. Segundo Paulo Baruffi, diretor da empresa, a meta é organizar toda a cadeia desde a semente até o extrato final, otimizando custos e aumentando a competitividade do produto amazonense.
A expectativa é que, com a nova unidade em Rio Preto da Eva, a produção salte para novos patamares, consolidando o Amazonas como o principal hub de concentrados de bebidas do país, aproveitando as vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus.




