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Piratas usam drones para monitorar e atacar embarcações nos rios do Amazonas

As quadrilhas de piratas que atuam nos rios do Amazonas estão cada vez mais ousadas. Agora, além de armamento pesado e embarcações de alta velocidade, criminosos passaram a usar drones para localizar, monitorar e atacar balsas e embarcações de transportadoras, principalmente as que carregam combustíveis. Monitoramento Eleições 2026 David Almeida Pré-candidato ao Governo Eduardo Braga […]
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Piratas usam drones para monitorar e atacar embarcações nos rios do Amazonas
Foto: Reprodução (Meramente Ilustrativa)
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As quadrilhas de piratas que atuam nos rios do Amazonas estão cada vez mais ousadas. Agora, além de armamento pesado e embarcações de alta velocidade, criminosos passaram a usar drones para localizar, monitorar e atacar balsas e embarcações de transportadoras, principalmente as que carregam combustíveis.

A denúncia foi feita pelo Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas (Sindarma) na semana passada, durante o fórum Segurança nas Operações Aquaviárias no Norte do Brasil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em Manaus.

No painel “Ampliação da segurança nas vias hídricas do Norte”, que contou com representantes das secretarias de segurança do Amazonas, Pará e Rondônia, o presidente do Sindarma, Galdino Alencar, alertou sobre a nova estratégia das quadrilhas.

“Nos últimos meses, recebemos um número crescente de notificações relatando o uso de drones para inspecionar as balsas, identificar a carga e ameaçar os tripulantes, inclusive durante a noite”, disse Galdino.

Segundo ele, os piratas estão utilizando vários drones simultaneamente, aumentando o nível de ameaça às operações fluviais na região.

Ameaças continuam, mesmo com escoltas armadas

Alencar destacou que, apesar da redução nos ataques bem-sucedidos após a implementação de escoltas armadas privadas, as tentativas de assalto e as ameaças continuam intensas, com trocas de tiros quase diárias.

“O uso de drones complica ainda mais a situação, pois facilita o planejamento dos ataques pelas quadrilhas”, acrescentou.

Garimpo irregular agrava riscos

Durante o evento, o presidente do Sindarma também reforçou a necessidade de regular a operação das dragas e o garimpo em diversos rios, principalmente no Madeira. Segundo estimativas, mais de 2 mil dragas operam atualmente no Rio Madeira, muitas em situação irregular e posicionadas até no canal de navegação, aumentando os riscos para as embarcações.

“É essencial intensificar as ações de fiscalização para garantir a segurança da navegação e proteger a economia da região”, concluiu.

Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.