Em um dos desdobramentos da operação Erga Omnes, a Polícia Civil do Amazonas prendeu, nesta sexta-feira (20/02), Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Relatórios de inteligência financeira a apontam como operadora de um esquema de transações milionárias a serviço da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
- Relatórios de inteligência financeira a apontam como operadora de um esquema de transações milionárias a serviço da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
- A prisão expõe uma tática sofisticada de infiltração do crime organizado nas instituições públicas.
- Adriana não era uma figura comum: usava seu currículo de prestígio e trânsito em esferas acadêmicas para mascarar atividades ilícitas.
A prisão expõe uma tática sofisticada de infiltração do crime organizado nas instituições públicas. Adriana não era uma figura comum: usava seu currículo de prestígio e trânsito em esferas acadêmicas para mascarar atividades ilícitas. A investigação revela que ela atuava diretamente na lavagem de dinheiro oriundo do tráfico, utilizando a estrutura do Poder Legislativo como escudo.
A “Camuflagem Social” e a COP30 Doutora e mestre em Direito e Gestão Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a investigada mantinha uma vida pública ativa e respeitada. Em novembro de 2025, Adriana chegou a ser destaque em discussões internacionais durante a COP30, em Belém. Na ocasião, participou de um podcast onde defendeu o mercado de carbono e o protagonismo dos povos amazônicos.
Para os investigadores da Polícia Civil, essa presença em eventos de alto nível e a forte exposição midiática serviam como uma “camuflagem social”. Esse verniz de autoridade acadêmica facilitava a influência da facção criminosa em esferas decisórias do Estado, permitindo que o esquema operasse longe dos radares convencionais por um longo período.
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Infiltração no Legislativo A operação Erga Omnes foca agora em entender a extensão do poder de Adriana dentro da ALEAM e se outros nomes do alto escalão facilitaram seu acesso ou se foram usados pela investigada. A prisão de hoje sinaliza que o crime organizado no Amazonas atingiu um nível de sofisticação onde a “mão de obra” técnica e intelectual é peça fundamental para a sobrevivência econômica das facções no cenário político.
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