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Engrenagens do Crime: Operação Erga Omnes revela movimentação de R$ 70 milhões e ‘Núcleo Político’ infiltrado nos Poderes

A Operação Erga Omnes, deflagrada nesta sexta-feira (20) pela Polícia Civil do Amazonas, trouxe à tona a magnitude de um esquema criminoso ligado à facção Comando Vermelho. As investigações revelam uma estrutura sofisticada que movimentou impressionantes R$ 70 milhões por meio de lavagem de dinheiro e empresas de fachada.P U B L I C I D A D […]
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Operação Erga Omnes, deflagrada nesta sexta-feira (20) pela Polícia Civil do Amazonas, trouxe à tona a magnitude de um esquema criminoso ligado à facção Comando Vermelho. As investigações revelam uma estrutura sofisticada que movimentou impressionantes R$ 70 milhões por meio de lavagem de dinheiro e empresas de fachada.

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O que mais chamou a atenção das autoridades foi a identificação de um “núcleo político” dentro da organização. Entre os alvos, estão investigados com trânsito e influência nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, evidenciando uma rede de proteção e corrupção ativa.

Valores e Logística Internacional

O esquema não era apenas local. O grupo operava uma rede de logística para adquirir drogas diretamente na Colômbia. A partir de Manaus, o entorpecente era redistribuído para o restante do Brasil.

  • Movimentação total: R$ 70 milhões identificados.
  • Fluxo anual: Cerca de R$ 9 milhões movimentados por ano desde 2018.
  • Empresas de Fachada: Utilização de firmas de transporte e logística para lavar o dinheiro do tráfico.

Servidores e Assessores na Mira

Até o momento, 14 pessoas foram presas (8 no Amazonas). Além da investigadora e advogada Anabela Cardoso Freitas, a lista de detidos inclui:

  • Um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM);
  • Ex-assessores de três gabinetes parlamentares.

Para a Polícia Civil, esses alvos formavam a “capilaridade política” da facção, usada para obter informações privilegiadas.

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Como funcionava o ‘Escudo’ da Facção

O grupo utilizava dados telemáticos extraídos de celulares para coordenar rotas fluviais e terrestres. Mais do que o transporte, a investigação aponta “indícios de tentativas de obtenção de informações sigilosas”. O objetivo era antecipar ações policiais e judiciais, garantindo que os líderes do Comando Vermelho estivessem sempre um passo à frente das autoridades.

A Justiça já determinou o bloqueio de bens, sequestro de valores e a quebra de sigilo bancário e fiscal de todos os envolvidos para sufocar o braço financeiro da organização.

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