MANAUS, AM – O prefeito de Manaus, David Almeida, acompanhou na manhã deste domingo (22/2) uma das operações mais estratégicas da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp): o transbordo de resíduos sólidos no Porto Trairi, zona Oeste. A ação resultou na retirada de aproximadamente 350 toneladas de lixo que haviam sido interceptadas antes de contaminarem o leito principal do Rio Negro.
A operação marca um ponto de virada na política ambiental da capital amazonense. Para efeito de comparação, no primeiro transbordo realizado pela atual gestão, em janeiro de 2021, foram retiradas 716 toneladas — mais que o dobro do registrado hoje. Essa redução é atribuída à eficiência das 14 ecobarreiras instaladas em pontos nevrálgicos dos igarapés que cortam a cidade.
Investimento e Consciência
Durante a fiscalização, David Almeida enfatizou que, embora a tecnologia das ecobarreiras esteja funcionando, a batalha final é contra o descarte irregular nas ruas.
“O lixo não nasce no rio. Ele é jogado nas ruas, segue para os bueiros, alcança os igarapés e termina no nosso patrimônio natural. Em 2021 tiramos 716 toneladas; hoje, 350. O investimento está dando resultado, mas precisamos avançar na consciência ambiental da população”, destacou o prefeito.
O Papel das Ecobarreiras
As estruturas flutuantes funcionam como um filtro, retendo garrafas PET, plásticos e outros detritos transportados pelas chuvas. Segundo o secretário da Semulsp, Sabá Reis, o sistema não protege apenas a natureza, mas também a saúde pública.
“Já retivemos de lixo doméstico a animais mortos e até cadáveres nessas barreiras. É um trabalho ininterrupto. Antes, o volume que chegava ao Rio Negro era praticamente o dobro. Hoje, os dados provam que Manaus está no caminho certo”, afirmou Sabá.
Destinação Correta
Após o recolhimento no Porto Trairi, todo o material é transportado em carretas para o aterro sanitário municipal, onde recebe o tratamento adequado conforme as normas ambientais brasileiras. A Prefeitura mantém uma força-tarefa diária, inclusive em feriados, para garantir que as barreiras de contenção operem em capacidade máxima.




