Manaus acordou neste sábado (7) com um novo e amargo recorde. Em menos de 24 horas, o preço da gasolina comum saltou de R$ 6,99 para R$ 7,29, um aumento de R$ 0,30 que ignora qualquer estabilidade econômica recente. Em estabelecimentos localizados em pontos estratégicos, como a rotatória do Coroado e a Avenida Constantino Nery, e zona sul da cidade a mudança nos letreiros gerou filas e indignação entre os condutores.
Até o momento, a Refinaria da Amazônia não emitiu uma nota oficial detalhando o cálculo para o reajuste, deixando o mercado local à mercê de levantamentos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que já apontavam Manaus em uma trajetória de alta desde o início de 2026.
O preço do combustível em Manaus é refém de uma combinação explosiva: a alta do petróleo tipo Brent no mercado internacional impulsionada pela instabilidade no Oriente Médio e as particularidades geográficas da região. Enquanto em Brasília o litro gira em torno de R$ 6,70, o Amazonas sofre com o custo logístico de distribuição e a política de preços das refinarias privadas.
Diferente de outros estados onde o etanol serve de amortecedor, em Manaus o combustível vegetal também registra médias elevadas (R$ 5,49), o que retira do consumidor qualquer opção real de economia.
O combustível a R$ 7,29 não é apenas um problema matemático; é um problema político. Manaus liderar o ranking de gasolina mais cara do Brasil expõe a vulnerabilidade do modelo de abastecimento do Amazonas após a privatização da refinaria local. Sem uma “âncora” de preços, a capital torna-se o primeiro porto a sentir a marola das crises internacionais.
Para o cidadão comum, o “Custo Manaus” acaba de subir. A Análise do Remador indica que este aumento terá um efeito cascata imediato na inflação local. Motoristas de aplicativo verão sua margem de lucro desaparecer, o que pode resultar em menos carros nas ruas e tarifas mais altas. Além disso, como quase tudo o que Manaus consome chega por balsa ou caminhão, o frete mais caro será repassado para a prateleira do supermercado em poucos dias. O silêncio das autoridades denunciadas pelo Portal Remador sobre esse reajuste súbito é o que mais preocupa o mercado.
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