O Amazonas deu início, nesta segunda-feira (23), à terceira edição do Amazonas Óleo, Gás & Energia – Expo & Conferência 2026, consolidando o evento como o principal fórum do setor na Região Norte e um dos primeiros do calendário nacional da área energética neste ano. Com o tema “Amazonas e o Arco Norte do Desenvolvimento Energético”, a abertura reuniu representantes do poder público, iniciativa privada, universidade e delegações internacionais, reforçando o papel estratégico do estado no novo cenário de energia.
A cerimônia de abertura contou com a presença do vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza; do secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás, Ronney Peixoto; da diretora superintendente do Sebrae Amazonas, Ananda Carvalho Normando Pessôa;do deputado estadual Sinésio Campos, presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa do Amazonas; do prefeito de Presidente Figueiredo, Fernando Vieira; além de representantes do Ministério de Minas e Energia, Petrobras, Eneva, Cigás, Transpetro, BBX do Brasil, Mineração Taboca, Potássio do Brasil, IBP, ANP, Fapeam e autoridades internacionais, como o ministro de Serviços Públicos e Aviação da Guiana, Deodat Indar.
Ao declarar aberto o evento, o vice-governador destacou o protagonismo do Amazonas no cenário energético e a importância da integração regional. Segundo ele, o Arco Norte representa um novo eixo de desenvolvimento que conecta o estado a países como Guiana e Suriname, ampliando a competitividade e a cooperação internacional. “O que antes parecia distante já é realidade em construção, e o Amazonas está no centro dela”, afirmou.
Na mesma linha, o secretário Ronney Peixoto ressaltou que o estado já vive um novo ciclo econômico impulsionado pelos setores de energia, mineração e tecnologia. De acordo com ele, os investimentos previstos devem gerar impactos significativos nos próximos anos, com estimativa de até R$ 30 bilhões no PIB e a criação de cerca de 30 mil empregos até 2030.
O deputado estadual Sinésio Campos também destacou o avanço do setor no estado, atribuindo o crescimento a decisões estratégicas que permitiram a exploração responsável dos recursos naturais. Segundo ele, o desenvolvimento energético tem ampliado a geração de emprego e renda, além de impulsionar novas cadeias produtivas no Amazonas.
A diretora superintendente do Sebrae Amazonas, Ananda Carvalho, destacou o papel do evento como plataforma de conexão e geração de oportunidades. “Estamos reunindo, em um só espaço, grandes empresas, pequenos negócios, centros de pesquisa e o poder público para discutir o futuro da energia e, principalmente, gerar oportunidades reais de mercado”, afirmou. Ela também ressaltou que a expectativa é que a edição de 2026 supere R$ 55 milhões em negócios gerados ao longo dos três dias de programação.
Ananda enfatizou ainda o papel do Sebrae na preparação dos pequenos negócios para o setor, destacando que, ao longo de 21 anos de atuação, a instituição já qualificou mais de 500 empresas e acumulou mais de 40 mil horas de consultorias. “Nosso objetivo é garantir que esses empreendedores estejam aptos a atender às exigências da indústria e aproveitar as oportunidades que surgem com a expansão do setor energético”, completou.
Gás natural e transição energética em destaque
Durante a abertura, o diretor do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Marcello Weidt, destacou que o Amazonas já ocupa a posição de segundo maior produtor de gás natural do país, com cerca de 7% da produção nacional. Segundo ele, projetos como Urucu, Azulão e novas áreas exploratórias reforçam o potencial de expansão do estado, contribuindo para a segurança energética e a descarbonização da indústria brasileira.
A presença internacional também reforçou o caráter estratégico do evento. O ministro da Guiana, Deodat Indar, destacou o interesse do país em ampliar parcerias com o Brasil, especialmente na área de gás natural, e trocar experiências sobre produção, transporte e uso energético, dentro de uma agenda alinhada ao desenvolvimento de baixo carbono.
Investimentos, tecnologia e geração de empregos
Representando a Petrobras, o gerente executivo Stênio Jayme destacou a retomada das atividades onshore no Amazonas e os novos investimentos em exploração e produção. A companhia já iniciou a perfuração de novos poços e segue ampliando sua atuação no estado, com foco em geração de valor, eficiência operacional e transição energética.
Segundo dados apresentados, a Petrobras mantém operações relevantes no Amazonas, com milhares de empregos diretos e indiretos, além de forte contribuição tributária. A empresa também reforçou seu compromisso com metas ambientais, redução de emissões e desenvolvimento de soluções de baixo carbono.
Ambiente para negócios e inovação
Com 52 estandes e participação de empresas, startups, instituições de pesquisa e órgãos públicos, a área de exposição já movimentou o primeiro dia do evento, conectando diferentes atores do setor. Um dos destaques é o espaço dedicado à inovação, com projetos apoiados pela Fapeam e iniciativas com potencial de transformação em novos negócios.
A programação também incorpora práticas sustentáveis, como iniciativas de descarbonização do evento e gestão de resíduos com foco em lixo zero, reforçando o alinhamento com a agenda ESG.
Nos próximos dias, o evento avança para as rodadas de negócios, consideradas um dos momentos mais estratégicos da programação e simpósios técnicos. A expectativa é reunir nove empresas âncoras e cerca de 50 fornecedores, em mais de 100 reuniões, conectando empreendedores de estados como Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Alagoas e Bahia.
Além disso, a programação segue com painéis técnicos, debates sobre transição energética, logística na Amazônia, inovação e integração regional, reunindo especialistas e lideranças para discutir os caminhos do setor.
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