MANAUS (AM) — O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) viveu uma tarde de “fervura” e quebra de protocolo nesta terça-feira (24). O que deveria ser uma sessão ordinária técnica transformou-se em um campo de batalha verbal entre os conselheiros Ari Moutinho Jr. e Luis Fabian. O estopim foi a aprovação, pelo Tribunal Pleno, de um pedido de afastamento da secretária de Educação, Arlete Mendonça medida proposta por Moutinho e combatida ferrenhamente por Fabian.
O que ninguém esperava era o tom pessoal que a discussão tomou. Logo após a votação, o clima na Corte azedou de vez. Moutinho, em tom elevado, disparou críticas pesadas contra o colega, afirmando que a conduta de Fabian era “uma vergonha junto à Educação” e sugerindo que o conselheiro estaria atuando com interesses dúbios.
Entenda o Caso
A solicitação aprovada pelo TCE-AM será enviada ao governador Wilson Lima, sugerindo a saída da titular da Seduc por supostas irregularidades que ainda tramitam na Corte. Luis Fabian, que já ocupou cargos na gestão estadual, posicionou-se contra o afastamento, o que desencadeou a fúria de Moutinho. Segundo informações apuradas pelo Portal Remador, a troca de acusações foi tão intensa que a transmissão da sessão precisou de intervenções constantes da presidência.
“Vossa excelência é uma vergonha! Atua dos dois lados da mesa!”, bradou Ari Moutinho Jr., antes de ter seu áudio interrompido por ordem da presidência.
Corte de Microfones e Defesa
A presidente do TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins, viu-se obrigada a intervir diversas vezes para manter o controle do plenário. Diante da recusa de Moutinho em cessar os ataques, o microfone do conselheiro foi cortado temporariamente. Do outro lado, Luis Fabian manteve a postura contida, mas não poupou palavras ao exigir respeito.
Fabian classificou as declarações como “impropérios” e “falácias” que não teriam o poder de deslegitimar sua função técnica na Corte. O conselheiro apelou à presidência por uma postura mais rígida contra o que chamou de “ataque à honra”, ressaltando que o ambiente do Tribunal de Contas exige decoro e respeito institucional, elementos que, segundo ele, foram atropelados na sessão de hoje.




