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TJAM suspende temporariamente ordem de despejo do Bar do Armando

● O QUE VOCÊ PRECISA SABER [CLIQUE PARA EXIBIR] Fato: O Bar do Armando, um ponto histórico em Manaus, teve uma ordem de despejo suspensa temporariamente. Detalhe: A decisão foi tomada pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Airton Luís Corrêa Gentil. Detalhe: A disputa entre a Diocese do Alto Solimões e o […]
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Publicado: 15/07/2026 10:25 Atualizado: 15/07/2026 10:25
TJAM suspende temporariamente ordem de despejo do Bar do Armando
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MANAUS (AM) — Um fôlego extra para um dos endereços mais emblemáticos da boemia manauara. O Bar do Armando, ponto de encontro histórico localizado no Centro da capital, garantiu na justiça uma suspensão temporária da ordem de despejo que pesava contra o estabelecimento. A decisão, assinada pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Airton Luís Corrêa Gentil, atende a um recurso da defesa e mantém o bar funcionando enquanto aguarda o julgamento do mérito pelas Câmaras Reunidas.

A disputa, que se arrasta nos tribunais há mais de uma década, coloca em lados opostos a tradição cultural e o direito de propriedade. O espaço é ocupado pelo Bar do Armando desde 1984. Contudo, em 2015, a Diocese do Alto Solimões, proprietária do imóvel, formalizou o pedido de retomada do prédio sob a justificativa de instalar uma sede administrativa para suas atividades em Manaus.

“A suspensão é uma medida de cautela necessária para evitar o perecimento de um ponto de referência cultural enquanto o tribunal analisa profundamente os argumentos apresentados pela defesa”, avaliou o corpo jurídico que acompanha o caso.

Clima de tensão segue entre as partes

A notícia da suspensão traz alívio imediato aos frequentadores e funcionários, mas a tensão continua nos bastidores. Em coletiva realizada na última segunda-feira (13), os administradores do Bar do Armando reafirmaram que a luta pela permanência no imóvel é uma causa que vai além do negócio comercial, envolvendo a preservação de uma memória coletiva da cidade.

Em contrapartida, a Diocese do Alto Solimões mantém a mesma posição inflexível adotada desde o início do imbróglio. A instituição religiosa reforçou que não tem interesse em celebrar qualquer tipo de acordo para a continuidade do bar no local, deixando claro que a disputa jurídica permanecerá sendo travada com o objetivo de obter o imóvel para seus fins institucionais.

Resumo do Imbróglio Jurídico

1984: Início da ocupação comercial do imóvel pelo Bar do Armando.
2015: Diocese do Alto Solimões solicita a devolução do prédio.
Julho/2026: TJAM suspende ordem de despejo e aguarda julgamento final.

O futuro do Bar do Armando agora depende das Câmaras Reunidas do TJAM, que darão a palavra final sobre o despejo. Enquanto isso, o estabelecimento continua a operar, mantendo viva a história de um dos lugares mais visitados e fotografados de Manaus.

Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.