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Roberto Cidade apresenta PL que obriga serviço público do AM a dar solução definitiva ao cidadão

Proposta do presidente da Aleam cria o “Direito ao Atendimento Resolutivo”, impedindo que o amazonense saia de órgãos estaduais sem uma orientação clara ou encaminhamento efetivo.
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Roberto Cidade apresenta PL que obriga serviço público do AM a dar solução definitiva ao cidadão - Portal Remador
Foto: Divulgação
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MANAUS – Quem nunca passou horas em uma fila para, ao chegar no balcão, ouvir um “não é aqui” e ser mandado para outro lugar? Para acabar com essa peregrinação nos órgãos públicos, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (UB), apresentou o Projeto de Lei nº 8/2026. A proposta institui o “Direito ao Atendimento Resolutivo”, uma medida que promete humanizar e agilizar a vida de quem depende do Estado.

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O projeto estabelece que todo cidadão que procurar um serviço público estadual deve sair com uma resposta. Isso inclui acolhimento adequado, orientação clara e o registro formal da demanda. O grande diferencial é que, mesmo que o setor procurado não seja o responsável direto, o servidor terá a obrigação de encaminhar o cidadão ao local correto, impedindo que a pessoa seja simplesmente “despachada”.

Foco no povo do interior

O deputado Roberto Cidade ressalta que a geografia do Amazonas torna o atendimento fragmentado um problema ainda mais grave. Para um ribeirinho ou morador de cidades isoladas, uma informação errada pode significar dias perdidos de viagem e gastos altos com transporte e estadia.

“Quando um ribeirinho precisa de um serviço que só é oferecido em Manaus ou polos regionais, cada viagem pode significar dias longe da comunidade e gastos elevados. Imagine chegar ao local e não ter seu problema resolvido? O serviço público é essencial, sobretudo ao povo mais humilde”, pontuou o presidente.

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Sem custos para o Estado

Um ponto crucial da proposta é que ela é fiscalmente responsável. Roberto Cidade destaca que o PL não cria novos cargos ou despesas obrigatórias. A ideia é reorganizar o que já existe, focando na capacitação dos servidores para uma escuta ativa e no uso inteligente dos sistemas de registro.

“Nossa ideia não é gerar custos, mas sim racionalizar os fluxos internos e reduzir o retrabalho. Do ponto de vista administrativo, isso diminui as reclamações e até a judicialização de processos”, explicou Cidade. A matéria agora segue para análise das comissões técnicas da Assembleia antes de ir para votação em plenário.

Poder e Política | Análise
Roberto Cidade toca em uma ferida histórica da administração pública: a burocracia que imobiliza. O PL 8/2026 é uma jogada inteligente de gestão que coloca a resolutividade acima da hierarquia dos órgãos. Em um estado onde a logística é o maior inimigo do cidadão, obrigar o Estado a ser “resolutivo” no primeiro contato é, antes de tudo, um ato de respeito ao bolso e ao tempo do contribuinte. Se sair do papel, Cidade marca um ponto importante na pauta da eficiência administrativa.

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