A internet e as redes sociais revelam muitos comportamentos negativos, desde a disseminação de fake news, propaganda enganosa até atividades ilegais mais preocupantes. Mas, às vezes, a reação dos usuários surpreende e aponta para uma mudança cultural importante, especialmente quando o assunto é racismo no esporte. Um levantamento recente realizado pela Polis Consulting em parceria com o Centro de Estudos em Varejo e Consumo da FGV analisou 109 mil menções sobre o caso recente envolvendo o jogador de futebol Vinícius Júnior, entre os dias 17 e 18 de fevereiro. Desse total, 41% expressam nojo, 28% tristeza e 6% raiva diante do relato do brasileiro, que denunciou ter sido alvo de insultos racistas cometidos pelo argentino Gianluca Prestianni, jogador do Benfica. Apenas 7% das reações demonstraram o sentimento de alegria diante do fato. As demais se dividem entre 6% de surpresa e 12% neutras.
- A internet e as redes sociais revelam muitos comportamentos negativos, desde a disseminação de fake news, propaganda enganosa até atividades ilegais mais preocupantes.
- Mas, às vezes, a reação dos usuários surpreende e aponta para uma mudança cultural importante, especialmente quando o assunto é racismo no esporte.
- Apenas 7% das reações demonstraram o sentimento de alegria diante do fato.
“A maioria esmagadora das reações é negativa e isso é uma boa notícia, para além do óbvio, pois até pouco tempo atrás era bastante comum observarmos um volume muito maior de pessoas criticando denúncias desse tipo, alegando “mimimi” por parte de quem é vítima e, até mesmo, defendendo que esse tipo de ofensa “faz parte do jogo”. Esse caso revelou uma sensibilidade coletiva maior, um grau de intolerância social crescente com comentários e insultos racistas”, analisa Lilian Carvalho, professora e pesquisadora de Marketing Digital da FGV, que estuda o comportamento humano nas redes sociais.
De acordo com Lilian, que liderou o estudo, as manifestações públicas de grandes astros do esporte, como o francês Thierry Henry e o inglês Wayne Rooney, além do brasileiro Luisão, ídolo do Benfica e questionador da postura do clube português, que também repercutiram massivamente nas redes sociais, indicam um sinal de mudança cultural dentro de uma modalidade que, na maioria das vezes, se recusa a “comprar a briga” ao lado de quem é vítima.
“Quando torcedores, comentaristas e usuários comuns recusam a narrativa de que “é só provocação” e passam a nomear o que aconteceu como racismo, eles não apenas defendem um jogador como também redefinem o limite do aceitável no debate público. Podemos dizer que há uma luz no fim do túnel”, diz.
🚨 TÁ NO REMADOR, TÁ NA MÃO!
Receba as bombas direto no seu WhatsApp.
VOCÊ NÃO PODE PERDER NO REMADOR:
Bloquinho ou avenida? 4 dicas de segurança para curtir o Carnaval sem dor de cabeça
A nova geometria da disputa presidencial de 2026
Carnaval sem cansaço: especialista ensina como se preparar fisicamente para a folia
Artrose no Carnaval: especialista alerta para riscos e dá 5 dicas para proteger as articulações
Carnaval do Amazonas: cuidados com maquiagem, glitter e sprays que podem causar lesões nos olhos
Facebook