O nome de Bruno Fernandes voltou a estampar os murais de procurados da polícia. A Justiça do Rio de Janeiro oficializou, nesta semana, o status de foragido para o ex-goleiro, condenado pelo brutal assassinato de Eliza Samudio. O mandado de prisão, expedido no dia 5 de março, ganhou força com a divulgação do cartaz oficial com a foto do atleta, espalhado pelas polícias interestaduais para garantir sua captura imediata.
O que ninguém esperava era o rastro digital deixado pelo ex-jogador. Bruno foi flagrado no Acre no último dia 15 de fevereiro, onde tentava uma sobrevida no futebol pelo Vasco-AC. O problema? Ele estava terminantemente proibido de deixar o solo fluminense. A foto da “escapada” para o Norte do país chegou às mãos dos juízes da Vara de Execuções Penais, que não hesitaram em cancelar o benefício da liberdade condicional.
Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Após progredir para a condicional em 2023, o ex-goleiro do Flamengo vinha atuando em clubes de menor expressão, como o Azul e Branco, em Búzios. No entanto, a tentativa de driblar a fiscalização judicial para jogar em Rio Branco custou caro. Agora, o sistema judiciário entende que ele rompeu o pacto de confiança com o Estado.
“Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto. Minha orientação é aguardar”, declarou a advogada Mariana Migliorini, justificando o porquê de Bruno não ter se entregado.

Rastro na Região dos Lagos e Alerta Nacional
Antes de sumir do radar das autoridades, Bruno circulava livremente pela Região dos Lagos. Ele foi visto trabalhando e treinando em cidades como Rio das Ostras e São Pedro da Aldeia, onde sua presença sempre causava indignação e protestos. Com a divulgação do cartaz de procurado, a polícia espera que denúncias anônimas ajudem a localizar o paradeiro do ex-atleta, que agora vive novamente à sombra das grades.
A defesa alega que ele cumpriu as exigências por três anos, mas o Ministério Público reforça que a lei é clara: sem autorização, qualquer viagem para fora do estado de origem configura quebra de regime. O cartaz com a face do ex-ídolo rubro-negro agora serve como o alerta máximo para as autoridades de fronteira e aeroportos.




