MANAUS (AM) — O Centro Histórico de Manaus está prestes a deixar de ser apenas um retrato do passado para se tornar o motor da economia digital. A Prefeitura de Manaus oficializou o investimento de R$ 14,5 milhões para a criação do Parque Tecnológico da Ilha de São Vicente. O projeto, que ocupa os icônicos Casarão da Inovação Cassina e o Casarão São Vicente, transformará as ruínas restauradas em um hub estratégico com mais de 70 estações de coworking, salas de capacitação e ambientes voltados para startups de biotecnologia e TI.
O que ninguém esperava era a magnitude do aporte federal: mais de R$ 10,5 milhões vêm da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A articulação, liderada pela Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), conecta a vocação industrial da Zona Franca de Manaus às cadeias globais de inovação, dentro do planejamento estratégico “Manaus Cidade Global 2033”.
Entenda o Caso: O Distrito de Inovação
O Parque Tecnológico não é uma ação isolada. Ele é a peça central do novo Distrito de Inovação do Largo de São Vicente, que integra o programa “Nosso Centro”. Segundo informações apuradas pelo Portal Remador, a estratégia vai além da estética: busca criar um ecossistema onde universidades, indústrias e investidores convivam no mesmo perímetro urbano, gerando segurança através da ocupação contínua.
“Não se trata apenas de restaurar fachadas. O Centro volta a ser protagonista, agora como território de inovação”, afirmou o prefeito David Almeida durante o anúncio do convênio.
Hub de Startups e Requalificação Urbana
Para as empresas de tecnologia, o acesso ao Parque ocorrerá via edital público pelo programa Manaus Mais Inovação. O Casarão Cassina servirá como a principal incubadora, preparando novos negócios para os desafios ambientais e urbanos da Amazônia. O secretário da Semtepi, Alonso Oliveira, destaca que o projeto consolida a capital como referência em inovação na região Norte.
Paralelamente à tecnologia, o impacto urbano já é visível. As intervenções na região já resultaram na retirada de 900 toneladas de lixo e na modernização da iluminação pública. O Complexo de São Vicente que já conta com o Mirante Lúcia Almeida e o Píer Turístico e agora ganha o componente econômico necessário para garantir que o Centro Histórico seja sustentável a longo prazo, atraindo talentos e capital internacional para a bioeconomia.




