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Defesa de policial civil preso pela PF em Manaus nega crime e apresenta álibi de câmeras

Em documento protocolado no Ministério Público, advogados de Luciano Granjeiro afirmam que policial estava com o filho na academia na hora do crime e que ele apenas recolheu as armas e viaturas de outro servidor no dia seguinte
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Publicado: 09/06/2026 10:48 Atualizado: 09/06/2026 10:54
Investigador do 1º DIP é preso pela PF em Manaus por roubo de ouro
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MANAUS (AM) — Os desdobramentos da rumorosa prisão do investigador Luciano de Souza Granjeiro, deflagrada pela Polícia Federal na Operação Piloto de Fuga, ganharam uma reviravolta jurídica fora das algemas. O escritório Martins & Lira Advogados acionou o Ministério Público do Estado do Amazonas por meio do peticionamento extrajudicial número 01.2026.00004649-5 para demonstrar o que classifica como um “completo equívoco” das autoridades federais. A defesa anexou provas em vídeo e álibis tecnológicos para comprovar que o servidor não participou do assalto cinematográfico de 77 barras de ouro avaliadas em R$ 45 milhões.

De acordo com os termos da petição protocolada na 60ª PROCEAP/AM, Luciano cumpriu seu expediente laboral ordinário no dia 29 de outubro de 2025 à frente de outro veículo — uma Toyota Hilux preta (placa PHX5D02) —, enquanto o automóvel Ônix Prata monitorado pela PF era conduzido em diligência totalmente distinta por outros policiais civis.

O Roteiro das Câmeras e a Academia

A blindagem apresentada pelos defensores aponta que, logo após encerrar o horário de serviço do dia 29/10/2025, o investigador recolheu-se diretamente ao seu lar. Às 18h25 daquela noite — momento central em que a quadrilha realizava o assalto ao carregamento de minério —, Granjeiro deslocou-se de forma pontual até a Academia Live, localizada na Avenida das Torres, com a finalidade exclusiva de buscar o seu filho, retornando imediatamente para dentro de casa. Toda a movimentação geográfica e de horários foi registrada por circuitos de monitoramento privado, cujos links e mídias eletrônicas foram repassados aos promotores de Justiça para atestar a impossibilidade de coautoria no crime.

O elo que acabou vinculando o servidor da ativa ao escândalo do ouro deu-se unicamente nas primeiras horas do dia 30 de outubro de 2025, a data subsequente ao roubo. Agindo sob estrito cumprimento do dever legal e sob ordens expressas da chefia de polícia, Granjeiro compôs uma equipe oficial ao lado dos policiais Marcelo e Jerônimo para ir até o Residencial Mundi, na Avenida Efigênio Salles, recolher a viatura Ônix Prata e as armas de fogo que estavam sob a responsabilidade do investigador Felipe Pinto, o alvo inicial monitorado pela Polícia Federal.

“Relato aos nobres colegas colaboradores da Imprensa que no tocante ao cumprimento de buscas em desfavor de um Investigador da Polícia Civil lotado neste 1° DIP, consideramos ter havido um equívoco. O referido servidor APENAS foi vinculado na investigação pelo fato de ter ido no dia posterior coletado os veículos que estavam à disposição do investigador Felipe Pinto. Tanto os veículos quanto as armas foram devidamente recolhidos, tendo de tudo dado ciência à Delegacia Geral e à Superintendência da Polícia Federal no Amazonas. Solicitamos parcimônia na divulgação das informações e acreditamos que reestabelecerá a honra e imagem do servidor”, manifestou a defesa em nota emitida à imprensa.

Pedido de Retratação e Busca por Imagens do Condomínio

Diante das inconsistências que culminaram na prisão cautelar dentro de um condomínio residencial em Manaus, os advogados Davi Martins da Silva Júnior e Pedro Paulo Sousa Lira formalizaram uma série de requerimentos urgentes ao Ministério Público. A banca exige que a promotoria envie um ofício retificador à Polícia Federal para esclarecer o álibi tecnológico do acusado e demandou a requisição imediata das câmeras de vigilância da portaria do Condomínio Mundi para atestar quem era, de fato, o motorista que entrou com a viatura prata na noite do roubo de ouro.

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Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.