MANAUS (AM) — O cinturão de segurança da capital amazonense está prestes a ganhar um reforço sem precedentes. O prefeito David Almeida lançou, nesta terça-feira (17/3), a pedra fundamental da Academia de Formação da Guarda Municipal da Amazônia. O projeto não é apenas uma obra física, mas o coração de uma estratégia para transformar a guarda de Manaus em uma referência tecnológica e operacional para toda a região Norte.
O que ninguém esperava era o “presente” anunciado para os concurseiros: o edital do novo concurso da Guarda Municipal será publicado já na próxima segunda-feira, dia 23. Serão 590 novas vagas, um salto que pretende levar a corporação ao patamar histórico de mil homens e mulheres fardados, armados e capacitados para patrulhar as ruas da cidade de forma complementar às polícias Civil e Militar.
Ao assumir a gestão, David Almeida encontrou uma Guarda Municipal combalida por décadas de falta de investimento. O planejamento atual foca em três pilares: armamento, qualificação e expansão. A criação da Academia resolve um gargalo logístico: antes, a formação dependia de parcerias e espaços cedidos. Agora, Manaus terá autonomia para formar seus próprios quadros com treinamento de defesa pessoal, armamento e tiro, e técnica operacional, elevando o padrão de segurança nos espaços públicos.
“Encontramos uma Guarda com 74 anos de existência e estrutura limitada. Hoje, armamos, capacitamos e agora criamos a primeira academia da Amazônia. É fruto de planejamento e respeito ao servidor”, afirmou o prefeito David Almeida.
O “QG” da Amazônia
A estrutura foi desenhada para ser um centro de excelência. Com capacidade para 200 pessoas simultâneas, o complexo contará com quatro salas de aula, biblioteca, auditório, refeitório e áreas de treinamento físico intenso, como pista de atletismo e academia de musculação. O secretário de Segurança Municipal, Alberto de Siqueira Neto, destacou que o espaço também servirá para integrar a Guarda com forças federais, como a Polícia Federal e o Exército.
Além de servir à capital, a Academia funcionará como uma “universidade da segurança” para o interior do Amazonas. Municípios pequenos, que muitas vezes não têm recursos para treinar seus agentes, poderão enviar seus guardas para serem formados em Manaus. A previsão é que em um ano e meio o complexo esteja operando a pleno vapor, consolidando a capital como o centro estratégico de defesa social da Amazônia.




