Seis pessoas foram presas nesta sexta-feira (11/4) em Goiânia durante a Operação “Bronze Mortal”, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) e pela Vigilância Sanitária. A ação interditou três clínicas de bronzeamento artificial que funcionavam irregularmente, usando equipamentos que oferecem alto risco de câncer de pele, envelhecimento precoce e danos oculares.
Entre os detidos estão duas influenciadoras digitais, um empresário do setor de estética e um marceneiro responsável pela fabricação clandestina dos equipamentos. As blogueiras, conhecidas como Flávia Ramos e Thaynara “Bronze”, promoviam cursos e sessões de bronzeamento nas redes sociais. Seus perfis foram removidos após as prisões.
Durante a operação, os agentes apreenderam mais de 15 câmaras de bronzeamento, 170 lâmpadas importadas e produtos estéticos vencidos, alguns contaminados por fungos. Um dos estabelecimentos, localizado no Setor Bueno, se destacava pela estrutura de luxo, mas operava fora das normas sanitárias.
Segundo o delegado Humberto Teófilo, as máquinas usavam lâmpadas ultravioletas de alta potência, cuja comercialização e uso são proibidos no Brasil pela Anvisa desde 2009, salvo para fins médicos específicos. “Esses equipamentos oferecem riscos comprovados e foram proibidos exatamente para proteger a saúde pública”, destacou o delegado.
Os presos vão responder por crimes como publicidade enganosa, perigo à saúde pública e indução ao erro do consumidor. A PCGO informou ainda que alguns donos de clínicas apresentaram documentos judiciais que seriam utilizados para enganar a fiscalização.
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