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STJ mantém prisão de gerente da Fcecon investigado por corrupção na saúde do Amazonas

Decisão do ministro Herman Benjamin rejeitou pedidos de liberdade e considerou prematura a intervenção da Corte Superior.
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Publicado: 08/01/2026 12:56 Atualizado: 08/01/2026 13:03
STJ mantém prisão de gerente da Fcecon investigado por corrupção na saúde do Amazonas
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva de Gabriel Henrique da Silva de Souza, gerente financeiro da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon). A decisão foi proferida na segunda-feira (5) pelo ministro Herman Benjamin, que rejeitou pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa.

Gabriel é um dos principais alvos da Operação Metástase, deflagrada em outubro de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). A operação investiga um esquema de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos em unidades da rede estadual de saúde em Manaus.

Segundo as investigações, o grupo manipulava valores para dispensar licitações e direcionar contratos a empresas ligadas a uma mesma família. As propinas negociadas variavam entre 30% e 50% do valor dos contratos analisados.

As apurações tiveram início a partir de informações levantadas na Operação Jogo Marcado, realizada em julho de 2024, que revelou irregularidades em contratos da UPA José Rodrigues, na capital amazonense.

Pedidos negados

A defesa de Gabriel apresentou dois pedidos de habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), alegando ausência de fundamentação concreta para a prisão preventiva. Ambos foram negados por decisões monocráticas de desembargadores da Corte estadual.

Ao analisar o caso, o ministro Herman Benjamin destacou que o STJ não pode se manifestar antes do julgamento do mérito pelo colegiado do TJAM, aplicando o entendimento da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na decisão, o ministro afirmou que, em análise preliminar, a prisão preventiva está suficientemente fundamentada, especialmente pela necessidade de garantia da ordem pública e pela complexidade do esquema investigado.

Operação Metástase

Além de Gabriel Henrique da Silva de Souza, a operação resultou na prisão de outras duas gestoras da saúde estadual:

  • Rafaela Faria Gomes da Silva, diretora da Maternidade Balbina Mestrinho;
  • Andréa Castro, ex-diretora da Maternidade Nazira Daou.

Ao todo, a Justiça expediu 101 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas, buscas pessoais e domiciliares, afastamento de servidores, bloqueio de bens e quebras de sigilo telefônico. As medidas determinaram o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 1 milhão.

O nome da operação faz referência ao termo médico “metástase”, em alusão à forma como o esquema teria se espalhado por diferentes unidades de saúde e órgãos públicos, comprometendo o uso de recursos destinados à população. As investigações seguem sob segredo de justiça.

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Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.