MANAUS (AM) — A Prefeitura de Manaus deflagrou, na madrugada desta quinta-feira (26/03), uma operação integrada de larga escala para mitigar os impactos da maior precipitação pluviométrica registrada na cidade desde 2020. Sob a coordenação do Centro de Cooperação da Cidade (CCC), a força-tarefa concentra esforços no bairro União da Vitória (Zona Oeste) e na comunidade Santa Marta (Zona Norte), áreas severamente castigadas pelo transbordamento de igarapés.
O que ninguém esperava era a severidade do fenômeno, que gerou 114 ocorrências em poucas horas. No União da Vitória, aproximadamente 30 ruas foram submersas após o transbordamento de um leito assoreado. De imediato, o Plano de Contingência do Município foi ativado, mobilizando Defesa Civil, Semasc, Seminf e Semed em um regime de plantão ininterrupto para garantir a segurança das famílias desalojadas.
Entenda o Caso: Acolhimento e Resgate
A operação mobilizou barcos e o apoio do Corpo de Bombeiros para resgatar moradores que ficaram isolados em pavimentos superiores ou áreas de difícil acesso. Segundo informações apuradas pelo Portal Remador, a prioridade absoluta foi a preservação da vida e o encaminhamento das vítimas para abrigos provisórios montados em escolas municipais.
“O trabalho foi iniciado imediatamente após o início das chuvas. Nos reunimos no CCC para monitorar os pontos críticos e acionar as equipes de campo”, explicou o superintendente do CCC, Sandro Diz. Para as famílias que perderam móveis e alimentos, a Semasc iniciou a distribuição de cestas básicas, pacotes de água, colchões e o cadastramento para o programa de Auxílio-Aluguel.
“Estamos atendendo as famílias vitimadas, levando apoio e assistência. Cuidar das pessoas é a nossa missão e é isso que a gente faz todos os dias”, destacou o secretário da Semasc, Nildo Mello.
Ações Estruturais e Monitoramento 24h
Além do socorro imediato, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) já realiza levantamentos técnicos para intervenções definitivas. O subsecretário da pasta, Efraim Aragão, confirmou que máquinas serão deslocadas para o União da Vitória assim que o nível da água permitir o início do desassoreamento do igarapé local, visando melhorar o escoamento e prevenir novos desastres.
Relatos como o da merendeira Rute de Souza, 45, evidenciam o drama humano por trás dos números: “Eu me desesperei, tentei tirar a água e não consegui. Quando cheguei, já estava tudo alagado. Mas fomos acolhidos na escola e estamos recebendo apoio”, desabafou.
A prefeitura orienta que moradores em áreas de encosta ou próximas a igarapés mantenham vigilância total. Em caso de novos sinais de perigo, o contato deve ser feito imediatamente pelo Disque 199 (Defesa Civil).




