MANAUS (AM) — A tranquilidade está voltando para as famílias do conjunto Canaranas, na zona Norte. A Prefeitura de Manaus, via Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), acelerou nesta semana a obra de contenção de uma erosão crítica na rua Ladário. Com aproximadamente 30 metros de profundidade, a área exigiu um projeto de engenharia robusto para evitar o avanço do solo e garantir a estabilidade das residências que antes estavam sob constante ameaça.
O histórico de erosões em Manaus é um desafio crônico devido ao solo arenoso e ao volume de chuvas amazônicas. No Canaranas, o problema na rua Ladário vinha se agravando, tornando-se uma “cratera” que colocava em risco a estrutura viária e habitacional. Para resolver de forma definitiva, a Seminf abandonou paliativos e iniciou um estudo topográfico detalhado para implantar uma solução estruturante que suporte a pressão hídrica da região.
Quem olha de fora vê apenas máquinas e tubulações, mas quem mora na rua Ladário vê a chance de não perder o teto. Eu estive acompanhando essas demandas e a profundidade de 30 metros dessa erosão não era brincadeira; exigia precisão cirúrgica. O diferencial aqui é o desvio de drenagem de quase 100 metros, que garante que a obra não “corra” enquanto a contenção principal é fixada.
Renato Junior, secretário de Obras e vice-prefeito, tem batido na tecla do planejamento técnico para evitar que o dinheiro público escoe no próximo inverno. É o tipo de obra “invisível” aquela que fica enterrada sob o asfalto, mas que é a mais vital para a dignidade de bairros como a Cidade Nova.
“Estamos falando de uma área que exigia planejamento técnico e uma solução definitiva. Hoje, nossas equipes trabalham para estabilizar o terreno e proteger as famílias”, destacou Renato Junior durante vistoria técnica.
Tecnologia aplicada e frentes simultâneas
Além do Canaranas, a capital amazonense vive um canteiro de obras de prevenção de riscos. Na zona Leste, a rua Topázio recebe uma contenção impressionante de 70 metros de altura no Jorge Teixeira. Simultaneamente, a avenida Mário Ypiranga Monteiro recebe reforço estrutural para evitar colapsos em um dos eixos viários mais importantes da cidade. No Canaranas, a fase atual foca na implantação de caixas coletoras de dois metros para gerenciar o fluxo pluvial.
A gratidão dos moradores é o termômetro do impacto social. Celeste Moura, moradora histórica de 98 anos, resume o sentimento da comunidade: “Ver o trabalho acontecendo traz tranquilidade. Meus vizinhos e as crianças vão poder viver com segurança”.




