MANAUS (AM) — Eu senti o asfalto tremer. Não foi apenas o som, foi a alma das comunidades. Nesta terça-feira (10/02), vi o Sambódromo de Manaus ser dominado pelo suor e pela esperança. Unidos do Alvorada, Aparecida, Vila da Barra e Vitória Régia fecharam a conta dos ensaios técnicos. Agora, a brincadeira acabou: o próximo passo é a disputa sangrenta pelo título do Carnaval na Floresta 2026.
RESUMO DO REMADOR +
- Não foi apenas o som, foi a alma das comunidades.
- Nesta terça-feira (10/02), vi o Sambódromo de Manaus ser dominado pelo suor e pela esperança.
- Unidos do Alvorada, Aparecida, Vila da Barra e Vitória Régia fecharam a conta dos ensaios técnicos.
Eu estava na concentração quando a Unidos do Alvorada deu o primeiro acorde às 21h. O objetivo era claro: testar a harmonia e a evolução antes do julgamento final. No Sambódromo, as quatro gigantes que restavam mostraram para o que vieram. O motivo? Ajustar cada detalhe técnico para garantir que nenhum décimo seja perdido no sábado de desfile.
O ensaio técnico é a “prova de fogo” para as escolas, o momento serve para cronometrar o tempo de pista e o recuo da bateria. Qualquer erro de evolução hoje é um aprendizado; no sábado, é a derrota certa no Carnaval 2026.
O Grito da Estrada e o Eco do Teatro
Vi a Unidos do Alvorada transformar a pista em um manifesto. O enredo sobre a BR-319 não é só samba, é política e sobrevivência. A madrinha Maria Aparecida resumiu bem o sentimento: “É muito amor pela minha escola”. O Alvorada quer a conexão do Amazonas com o Brasil, e usou a bateria para dar o tom dessa urgência.
A Mocidade Independente de Aparecida entrou em seguida com o peso de ser a maior campeã. A “Soberana” não caminha, ela desfila autoridade. Homenageando Novo Airão, Kirssia Sahdo mostrou que o samba está no sangue da família. É técnica pura. É pressão de quem sabe o caminho do título.
“Estamos ensaiando há muito tempo, mas hoje mostramos só um trecho do que a comissão de frente está preparando.” — Remilton Souza, Vila da Barra.
A Vila da Barra trouxe a “Ópera dos Imortais”. O foco foi Nonatinho, lenda do Teatro Amazonas. Vi uma escola que aposta na emoção e no detalhe. Já a Vitória Régia encerrou a madrugada em êxtase. Pelos 50 anos da escola, a rainha Húrsula Freitas comandou o “Berço do Samba” unindo a tradição de Parintins à cadência do carnaval manauara.
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