MANAUS (AM) – A passagem da cantora Ludmilla pelo festival “Sou Manaus Passo a Paço 2025” ainda rende capítulos barulhentos, mas agora nos tribunais. A artista ajuizou uma ação indenizatória contra o vereador Coronel Rosses (PL), pedindo uma reparação de R$ 70 mil por danos morais. A ação é motivada por declarações do parlamentar na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde ele teria imputado à cantora o crime de “aliciar crianças” durante sua performance financiada com verba pública.
RESUMO DO REMADOR +
- MANAUS (AM) – A passagem da cantora Ludmilla pelo festival "Sou Manaus Passo a Paço 2025" ainda rende capítulos barulhentos, mas agora nos tribunais.
- A artista ajuizou uma ação indenizatória contra o vereador Coronel Rosses (PL), pedindo uma reparação de R$ 70 mil por danos morais.
- A ação é motivada por declarações do parlamentar na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde ele teria imputado à cantora o crime de "aliciar crianças" durante sua performance financiada com verba pública.
Rosses, que se define como um “bolsonarista raiz” e defensor ferrenho dos princípios cristãos, não recuou após ser processado. Em suas redes sociais, o vereador manteve o tom de denúncia: “Não vou recuar. A verdade precisa ser dita. Ela quer R$ 70 mil porque denunciei o absurdo: vir a Manaus aliciar crianças com letras impróprias”, escreveu.
A LEI DO CONSTRANGIMENTO
A defesa do parlamentar sustenta que o show violou a Lei Municipal nº 593, de junho de 2025, que veda o uso de dinheiro do contribuinte para contratar artistas que incentivem a sexualização ou causem constrangimento público. Rosses critica a falta de regulamentação da lei por parte da Prefeitura, afirmando que a lacuna permite que eventos descambem para a “degradação da infância”.
IMUNIDADE X CALÚNIA
Enquanto a equipe jurídica de Ludmilla alega que o vereador extrapolou o direito de crítica ao imputar um crime grave (aliciamento), o Coronel Rosses defende que sua fala está protegida pelo manto da fiscalização. “Imunidade parlamentar não é impunidade, mas sim o direito de fiscalizar o mau uso do dinheiro do povo”, reiterou o vereador, que aguarda notificação formal para apresentar sua defesa técnica.
