RIO PRETO DA EVA (AM) — A Polícia Civil do Amazonas, por meio da 36ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), cumpriu nesta segunda-feira (06/04) um mandado de prisão preventiva contra um homem de 34 anos, acusado do crime bárbaro de estupro de vulnerável contra a própria irmã. A investigação aponta que os abusos começaram quando a vítima tinha apenas 4 anos e se estenderam por meia década. Hoje, aos 9 anos, a criança conseguiu romper o silêncio e denunciar o agressor.
Segundo informações apuradas pelo Portal Remador, a menina relatou o sofrimento a um casal de amigos da família enquanto retornavam de um culto religioso. Chocados, os amigos levaram o caso à mãe da vítima e ao Conselho Tutelar, acionando a rede de proteção que culminou na prisão do suspeito.
Entenda o Caso: Ameaças e Manipulação
De acordo com o delegado Antônio Rondon, titular da 36ª DIP, o agressor se aproveitava dos momentos em que os pais estavam ausentes para cometer os crimes. Mesmo após sair da residência da família, o homem mantinha o acesso à vítima sob o pretexto de visitas familiares. O medo era a principal arma do suspeito: ele ameaçava a irmã de morte, estendendo a intimidação a qualquer pessoa para quem ela ousasse contar o segredo.
“A criança foi encaminhada ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para realizar uma escuta especializada. Lá, ela detalhou que os abusos eram recorrentes e que vivia sob constante ameaça. É um crime que marca profundamente a infância”, afirmou o delegado Antônio Rondon.
Novas Vítimas e Investigação em Curso
Durante o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil descobriu um novo agravante: uma prima dos irmãos, atualmente com 12 anos, também teria sido alvo de abusos sexuais cometidos pelo mesmo homem. O suspeito agora segue sendo investigado por este segundo crime, o que pode aumentar consideravelmente sua pena.
O homem foi encaminhado à unidade policial de Rio Preto da Eva, onde responderá pelo crime de estupro de vulnerável. Após os procedimentos cabíveis, ele permanecerá custodiado na carceragem da delegacia, à disposição do Poder Judiciário, aguardando transferência para o sistema prisional em Manaus.




