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Haitiano morre e Legista do IML se recusa a receber corpo, diz advogado

Manaus / AM – O haitiano Alexis Sheler, 45, morreu no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) João Lúcio, após dar entrada com ferimentos na cabeça. Alexis, havia sumido desde a última sexta-feira (2), quando trabalhava vendendo frutas e verduras na Avenida Floriano Peixoto, região do Garajão, centro de Manaus. RESUMO DO REMADOR + Manaus / AM […]
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM | Jornalista | MTB 1697/AM
Publicado em 05/12/2022 às 10:23 Atualizado em: 09/12/2022 ÀS 01:11
Haitiano morre e Legista do IML se recusa a receber corpo, diz advogado
Foto: Reprodução
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Manaus / AM – O haitiano Alexis Sheler, 45, morreu no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) João Lúcio, após dar entrada com ferimentos na cabeça. Alexis, havia sumido desde a última sexta-feira (2), quando trabalhava vendendo frutas e verduras na Avenida Floriano Peixoto, região do Garajão, centro de Manaus.

RESUMO DO REMADOR +
  • Manaus / AM - O haitiano Alexis Sheler, 45, morreu no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) João Lúcio, após dar entrada com ferimentos na cabeça.
  • Alexis, havia sumido desde a última sexta-feira (2), quando trabalhava vendendo frutas e verduras na Avenida Floriano Peixoto, região do Garajão, centro de Manaus.
  • A esposa de um haitiano, que estava no Necrotério do HPS João Lúcio, foi quem viu a vítima pela última vez.

A esposa de um haitiano, que estava no Necrotério do HPS João Lúcio, foi quem viu a vítima pela última vez. Ela também trabalhava como ambulante no mesmo lugar onde Alexis estava.

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Após ser constatada a morte do trabalhador imigrante haitiano, o corpo foi levado ao necrotério do HPS João Lúcio. A partir daí, houve uma mobilização de haitianos em frente à unidade de saúde. De acordo com o advogadoDr. Lucivan Araújo, que representa a comunidade haitiana em Manaus, uma legista do Instituto Médico Legal (IML), estaria se negando a receber o corpo no IML.

Segundo o advogado Dr. Lucivan Araújo, houve um grande descaso com os imigrantes haitianos, ao qual a própria Constituição garante o direito à vida, o direito à saúde, o direito à segurança e os direitos fundamentais estão sendo violados por eles (se referindo ao IML).

Não somente isso, como também a dor dos haitianos, por que, o que se foi deixou dois filhos menores. O que acontece? No hospital João Lúcio, ele chegou aqui na sexta-feira à noite. O hospital João Lúcio no seu laudo diz que não foi morte natural e o representante da comunidade haitiana quer apenas que seja removido o corpo para o IML, coisa esta que eles (IML) estavam obstruindo. Foi preciso eu vir até aqui, por eu ser advogado da comunidade haitiana, tomar todas as medidas cabíveis para que fosse removido sim, por que eles querem saber, é o sofrimento deles, eles querem saber o motivo da morte.Por que o hospital João Lúcio disse que não foi morte natural e a própria médica Legista fez pouco caso, por ser um haitiano, por ser um estrangeiro, ou seja, violando o direito constitucional”, disse o representante legal da comunidade haitiana em Manaus.

Após a reunião de dezenas de haitianos e do advogado dos imigrantes Dr. Lucivan Araújo  em frente ao necrotério do HPS João Lúcio, investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) chegaram ao local para iniciar uma investigação.

Ainda de acordo com o advogado dos haitianos Dr. Lucivan Araújo , a vítima apresenta um afundamento na parte de cima do crânio e para ele, isso é um indício de que o trabalhador haitiano não se feriu após uma queda. Os haitianos alegam que, pelo menos outras 5 mortes de compatriotas em Manaus não foram devidamente esclarecidas e eles pedem justiça. Alexis Sheler deixa dois filhos. Ele havia perdido a esposa há 4 meses e criava as crianças sozinho.

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